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Alavancas Modernizadoras: o clube de engenharia do Rio de Janeiro e as Relações Brasil - Estados Unidos em perspectiva transnacional (1880-1933)

Processo: 15/03188-6
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de janeiro de 2016
Vigência (Término): 15 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Fernando Atique
Beneficiário:Fernando Atique
Anfitrião: Barbara Weinstein
Instituição-sede: Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (EFLCH). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Guarulhos. Guarulhos , SP, Brasil
Local de pesquisa: New York University, Estados Unidos  
Assunto(s):História social   Engenheiros   História da arquitetura   Arquitetos

Resumo

O Clube de Engenharia do Rio de Janeiro foi fundado em 1880 como uma entidade capaz de aglutinar engenheiros, engenheiros-arquitetos e empresários, de maneira a estimular a expansão do campo material da sociedade, e legitimar os saberes técnicos como preponderantes para a condução da vida pública. Reunindo profissionais de diversas áreas da engenharia, da arquitetura e da indústria, muitos deles estrangeiros atrelados aos processos de modernização em curso no Brasil e em outros países da América Latina naquele período, o Clube de Engenharia tornou-se a principal instância consultiva do Brasil, e a primeira, entre suas congêneres no ambiente sul-americano, no que tange ao desenvolvimento de uma política modernizadora a partir das profissões ligadas à tecnologia e ao espaço. Sua ação era, então, a de uma alavanca para o progresso. Nesta pesquisa proposta intentamos estudar o relacionamento Brasil - Estados Unidos por meio do arquivo de sócios do Clube de Engenharia, entre 1880 e 1933, ano em que se regulamenta, no Brasil, a profissão de Engenheiros e Arquitetos, por meio do Decreto Federal 23.569. A intenção que embasa esta proposta é a de mostrar que o Clube de Engenharia foi uma instituição com importância maior que a de cunho nacionalista, consagrada na parca historiografia a tratá-lo. Dessa maneira, por meio da compreensão dos pressupostos teóricos e metodológicos da História Transnacional, enseja-se tomar o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro como uma arena que acolheu profissionais com diplomação nos Estados Unidos. Em decorrência deste fato, e das tensões, conflitos e negociações percebidas mediante a investigação a ser processada, conhecer facetas políticas (públicas ou institucionais) praticadas pelo Brasil e por aquele país, nesse período, que ainda não são nítidas, passados mais de 130 anos de fundação desta instituição em tela. Participando, então, de seminários, palestras, cursos, bem como valendo-se da oportunidade de pesquisar, in loco, arquivos de instituições americanas, a partir da supervisão da Profa. Barbara Weinstein, da New York University, em Nova York, aponta-se a pertinência dessa discussão para a história Urbana, da Arquitetura, do Urbanismo, da Imigração e da Tecnologia, temáticas que estão sob meu ponto de interesse em minha atividade profissional na Universidade Federal de São Paulo, em seu Departamento de História. (AU)

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