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São Paulo do Brasil: a representação da metrópole pós-utópica em Não Verás país nenhum de Ignácio de Loyola Brandão

Processo: 15/05991-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Brasileira
Pesquisador responsável:Rejane Cristina Rocha
Beneficiário:Raquel Mariane da Silveira
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Assunto(s):Modernização   Utopia   Metrópoles   Áreas centrais   Estudos literários   Análise de conteúdo   Século XIX   Século XX

Resumo

Desde o processo de modernização deflagrado entre os séculos XIX e XX que culminou no surgimento de grandes centros urbanos, a cidade apresenta-se como sedutor objeto literário. Isso ocorre, pois, tendo em vista não somente as alterações arquitetônicas decorridas naquele período, mas também as modificações provocadas naqueles que habitavam as urbes - modificações de ordem política, social e econômica -, as grandes cidades modernas representavam um ambiente onde se encerravam incontáveis paradoxos, configurando o seu caráter ambivalente. Eram metrópoles em meio a um grande progresso, mas notadamente marcadas por contradições, as quais foram evidenciadas na literatura da época. Neste sentido, o presente projeto pretende problematizar o cantar citadino anti-pastoral inaugurado por Charles Baudelaire no século XIX em O esplim de Paris: pequenos poemas em prosa, o qual, no início do século XX, fora transplantado na cidade de São Paulo por meio do olhar irônico-crítico de Mário de Andrade em sua Pauliceia desvairada e, finalmente, reconfigurado e atualizado por autores contemporâneos. Tendo em vista a sua inserção em uma nova realidade política, social e ecológica, analisar-se-á a obra Não verás país nenhum, de Ignácio de Loyola Brandão, publicada em 1981, com o objetivo de discutir e problematizar o modo como o autor posiciona-se em relação à cidade de São Paulo de finais da década de 70 e início da década de 80. Pretende-se compreender como aspectos negativos presentes nas metrópoles, os mesmos que anteriormente foram representados por autores modernos, desta vez transplantados de forma extrapolada na literatura, configuram um texto de gênero distópico e auxiliam na criação de um hipotético e apocalíptico centro urbano.

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