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A ativação do eixo imune-pineal por dieta rica em lipídeos

Processo: 15/04557-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 30 de abril de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Regina Pekelmann Markus
Beneficiário:Sanseray da Silveira Cruz Machado
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/13691-1 - Eixo imune-pineal: integrando a biologia do tempo em condições fisiológicas, fisiopatológicas e patológicas, AP.TEM
Assunto(s):Glândula pineal   Melatonina   Dieta hiperlipídica   NF-kappa B

Resumo

A glândula pineal regula diversos ritmos biológicos e respostas de defesa em indivíduos hígidos através da síntese noturna de melatonina. Por outro lado, é sabido que processos inflamatórios agudos reduzem a produção deste hormônio na glândula pineal. Nossos resultados preliminares indicam que em modelo de obesidade induzido por dieta rica em lipídeos o processo inflamatório de baixa intensidade regula a síntese de melatonina in vivo. Observamos que nestas condições, a dieta rica em lipídeos induz aumento rápido no peso corporal e redução da produção noturna de melatonina. O efeito protetor da melatonina sobre o ganho de peso induzido por dieta foi testado através da restauração da melatonina na água de beber noturna de animais expostos à dieta hiperlipídica. Em conjunto, nossos resultados indicam que mediadores inflamatórios gerados por dieta hiperlipídica são reconhecidos pela glândula pineal de ratos e influenciam a produção circadiana de melatonina. Neste estudo temos por objetivo confirmar se a inflamação de baixa intensidade gerada por dietas ricas em lipídeos ativa o eixo imune pineal, reduzindo de forma aguda a produção de melatonina pela glândula pineal e liberando a migração de macrófagos para tecidos alvo, que passariam a produzir melatonina localmente. Complementando esta pergunta, determinaremos o decurso temporal necessário para que a produção de melatonina seja recuperada, quer na presença ou após a retirada da dieta rica em lipídeos. Concomitante ao estudo das alterações fisiopatológicas será avaliado em que condições melatonina ou análogos podem ser usados como agentes terapêuticos na prevenção do ganho ou na indução da perda de peso. A execução deste estudo permitirá o embasamento teórico para o uso da melatonina como agente terapêutico em casos de obesidade e síndrome metabólica, bem como evidenciará a importância da determinação do ritmo diário de melatonina como complemento diagnóstico. (AU)

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