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Território, capital financeiro e agricultura: investimentos financeiros estrangeiros no agronegócio brasileiro

Processo: 15/00549-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Geografia - Geografia Humana
Pesquisador responsável:Samuel Frederico
Beneficiário:Samuel Frederico
Anfitrião: Bezunesh Tamru
Instituição-sede: Instituto de Geociências e Ciências Exatas (IGCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Rio Claro. Rio Claro , SP, Brasil
Local de pesquisa : Laboratoire Dynamiques Sociales et Recomposition des Espaces (LADYSS), França  
Assunto(s):Agronegócio   Capital financeiro   Uso do solo   Geografia econômica

Resumo

Nos momentos de forte expansão financeira da geografia histórica do capitalismo, como no atual período da globalização, o capital excedente busca incessantemente novas formas de acumulação, principalmente, por meio da expropriação dos recursos naturais, como terra, água e minérios, etc. Neste contexto, o objetivo principal desta pesquisa é analisar as transformações no uso do território brasileiro, mais especificamente, nas áreas de expansão de fronteira agrícola moderna, decorrente da articulação entre os investidores financeiros com empresas nacionais e grandes produtores locais. Trata-se de compreender, como o processo de mundialização e financeirização do capital introduz um novo ritmo de expansão e novas formas de organização da produção agrícola moderna, por meio da análise das estratégias e das formas de atuação dos grupos empresarias financeirizados, isto é, controlados por investidores financeiros nacionais e internacionais. Durante o estágio de pesquisa no exterior objetivamos aprofundar a discussão teórica sobre três aspectos principais: a noção de land grabbing (estrangeirização de terras) e suas diferentes formas de ocorrência, em particular, a partir da associação com o capital financeiro internacional; a mundialização e financeirização da economia e sua relação com o agronegócio; e a discussão de como o capital financeiro consegue impor sua lógica de rentabilidade às empresas agrícolas e consequentemente às atividades produtivas, com fortes transformações no uso do território.