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Purificação e análise química estrutural de moléculas isoladas da peçonha da aranha Parawixia bistriata (Araneae, Araneidae): modelo de drogas anticonvulsivas e neuroprotetoras

Processo: 14/21419-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 12 de janeiro de 2016
Vigência (Término): 11 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Zoologia - Zoologia Aplicada
Pesquisador responsável:Wagner Ferreira dos Santos
Beneficiário:Wagner Ferreira dos Santos
Anfitrião: Laurent Bigler
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Zurich (UZH), Suíça  
Assunto(s):Fármacos neuroprotetores   Anticonvulsivantes

Resumo

Tem crescido a prevalência de neuropatologias tais como epilepsia, doença de Alzheimer, glaucoma, AVE, etc., devido ao aumento da expectativa de vida da população mundial e à mudança de cultura. O tratamento na maioria das vezes é ineficaz (por exemplo, devido à farmacorresistência e refratariedade) e se torna um problema médico e econômico nos países ricos. Esta premissa é mais verdadeira e dramática em países pobres e emergentes, como o Brasil. Por outro lado, existe dificuldade das grandes indústrias farmacêuticas em descobrir drogas inovadoras, isto está estimulando a procura por novos meios de interação no setor de P&D. Neste sentido, a busca por novas alternativas passa pelos produtos naturais. O Brasil possui uma biodiversidade exuberante em produtos naturais, entretanto negligenciada, a qual se torna relevante e de grande importância para o investimento em P&D e, consequente fonte de riqueza. Neste sentido, as peçonhas animais por atuarem de forma específica e seletiva têm servido como ferramenta farmacológica, para se entender estruturas e mecanismos celulares e como factíveis modelos de drogas, mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Portanto, no presente projeto objetiva-se continuar os estudos com moléculas neuroativas tais como parawixinas1, 2 e 10, isoladas da peçonha da aranha P. bistriata, com potencial biotecnológico inovador, como novos neurofármacos anticonvulsivantes e neuroprotetores do futuro. Neste sentido, estamos solicitando seis meses de estudo no laboratório do Dr. L. Bigler, para purificarmos e elucidarmos as estruturas destas moléculas neuroativas. (AU)