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Corpos biônicos e órgãos intercambiáveis: as práticas científicas e a produção de saberes sobre corações não-humanos

Processo: 15/08723-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia
Pesquisador responsável:Heloisa Buarque de Almeida
Beneficiário:Marisol Marini
Supervisor no Exterior: Jenny Slatman
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Maastricht University, Maastricht (UM), Holanda  
Vinculado à bolsa:13/02389-2 - Corpos biônicos e órgãos intercambiáveis - as práticas científicas e a produção de saberes sobre corações não-humanos, BP.DR
Assunto(s):Coração artificial   Etnografia

Resumo

Importante órgão do corpo humano, "máquina" fundamental para o funcionamento do corpo, sede da alma e dos sentimentos em determinadas elaborações culturais, o coração é o objeto da presente pesquisa, sobretudo o desenvolvimento de dispositivos denominados "corações artificiais". O objetivo da presente pesquisa é investigar as concepções tecnológicas e biomédicas envolvidas na produção desses dispositivos, buscando investigar em que sentido ou de que modo essas concepções e práticas alteram as formas de existência material do corpo e a própria concepção de humano.O "dispositivo de assistência uni ou biventricular", conhecido como "coração artificial", objeto/sujeito da presente pesquisa está sendo desenvolvido por uma fundação de bioengenharia, que é parte de um importante hospital público especializado em cardiologia de São Paulo. O intuito é realizar uma etnografia do laboratório onde este equipamento é produzido, acompanhar os desenvolvimentos e desdobramentos dos dispositivos lá desenvolvidos, bem como etnografar as relações estabelecidas entre equipes de bioengenheiros, médicos e outros pesquisadores, acompanhando a rede estabelecida por esses objetos. Além do "coração artificial", há outras tecnologias e projetos desenvolvidos no laboratório, que interessam na medida em que mantem relação entre si. Trata-se de uma tecnologia produzida para ser utilizada em humanos, destinada a ser aplicada em indivíduos que apresentam cardiopatias graves e precisam substituir o órgão "nativo". Diante do débito de órgãos disponíveis em relação ao número de pacientes que necessitam de transplante, técnicas para prolongar a vida e soluções alternativas ao transplante de órgãos humanos são necessários. O principal propósito dessas tecnologias, portanto, é proporcionar sobrevida aos pacientes que aguardam na fila de espera por um coração saudável e compatível que possa ser transplantado. (AU)