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A psicoterapia no tratamento do transtorno de estresse pós-traumático em um serviço de pesquisa e atendimento em violência

Processo: 15/06303-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Psiquiatria
Pesquisador responsável:Marcelo Feijó de Mello
Beneficiário:Aline Villalobo Correia
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/12559-5 - Transtorno de estresse pós-traumático e neuroprogressão: novas abordagens na compreensão do efeito da violência no funcionamento mental, AP.TEM
Assunto(s):Transtornos de estresse pós-traumáticos   Psicoterapia

Resumo

O transtorno do estresse pós-traumático (TEPT) é prevalente em nosso meio e cursa com sintomas debilitantes que significam prejuízos sociais e profissionais importantes para os seus portadores. Existem diferentes modalidades terapêuticas, entre elas o tratamento psicoterápico e o tratamento medicamentoso. O presente trabalho pretende avaliar os resultados clínicos do tratamento psicoterápico de pacientes que após serem expostos a situações de violência e desenvolverem TEPT, receberam intervenções psicoterápicas no Programa de Atendimento e Pesquisa em Violência (PROVE), vinculado ao Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo. Tais pacientes procuram atendimento espontaneamente ou recebem encaminhamento, sendo que como critério de inclusão para a presente pesquisa devem apresentar idade entre 18 e 60 anos e devem ter recebido diagnóstico de TEPT. Há invariavelmente consentimento dos pacientes em participar de uma pesquisa. Todos assinam um termo de consentimento livre e esclarecido aprovado pelo CEP. São realizadas por médicos e psicólogos psicoterapias de base psicodinâmica, aconselhamento psicológico e psicoterapia interpessoal. A maior parte dos atendimentos são individuais e alguns grupais. As sessões são semanais com duração de 50-60 minutos. No primeiro atendimento e após 6 meses de tratamento, os pacientes são avaliados para a mensuração de eficácia das intervenções psicoterápicas por meio da aplicação das seguintes escalas: inventário sociodemográfico e clínico, mini international neuropsychiatric interview (MINI), escala de TEPT administrada por clínicos (Clinician-Administered PTSD Scale-CAPS),WHOQOL-escala breve de qualidade de vida da Organização Mundial de Saúde, inventário de depressão de Beck (BDI) e escala de ansiedade de Beck (BAI). As informações coletadas são armazenadas no banco de dados do PROVE para uso em pesquisas. Sendo assim, o presente estudo consiste em um estudo longitudinal que avaliará os impactos da psicoterapia no tratamento de pacientes com TEPT, sendo esses pacientes entre 18 e 60 anos de ambos os sexos que adoecem após um evento ou uma experiência de violência. Serão avaliadas por meio de análises estatísticas as diferenças da evolução clínica entre dois grupos de pacientes: pacientes que receberam tratamento medicamentoso e pacientes que receberam tratamento medicamentoso e também realizaram psicoterapia. (AU)