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Biossorção de metais em casca de maracujá amarelo

Processo: 15/09170-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 09 de junho de 2019
Área do conhecimento:Engenharias - Engenharia Sanitária - Tratamentos de Águas de Abastecimento e Residuárias
Pesquisador responsável:Rosane Freire Boina
Beneficiário:Bianca de Paula Ramos
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Tecnologia (FCT). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Presidente Prudente. Presidente Prudente , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/22976-8 - Biossorção de Íons Metálicos em Efluentes de Galvanoplastia, BE.EP.IC
Assunto(s):Maracujá   Resíduos industriais

Resumo

Nas últimas décadas houve um aumento do consumo de bens e serviços em todas as esferas sociais do Brasil. O qual ocasionou aumento na demanda de produtos industrializados levando a maior geração de resíduos, estes, muitas vezes, possuem metais em sua composição. Conforme estipulado na Lei Federal nº 9.605/98, a indústria é responsável pela gestão de seus resíduos, contudo, esse processo é muitas vezes oneroso e o descarte da parcela líquida dos resíduos gerados, por vezes, acontece no sistema de esgoto comum à cidade. Entretanto, os sistemas de esgoto doméstico não foram preparados para gerir resíduos industriais, logo, compostos químicos - como os metais - não são tratados e acabam por ser lançados nos corpos hídricos, poluindo-os. Aliada a preservação dos recursos naturais e visando reduzir os custos para gestão de resíduos líquidos industriais, o método de biossorção tem se mostrado uma alternativa atraente do ponto econômico e ambiental, pois apresenta um baixo custo e o material biossorvente geralmente é de fácil obtenção. Neste projeto de pesquisa será analisada a eficiência da casca do maracujá amarelo (Passiflora edulis f. flavicarpa) como material biossorvente dos metais: zinco, cobre, níquel e chumbo. Visto que estes são comumente encontrados nas pilhas, baterias, utensílios domésticos, entre outros objetos do dia-a-dia e, segundo FIGUEIREDO (2013), apesar desses compostos serem necessários aos seres humanos, concentrações elevadas destes têm um aspecto cumulativo no organismo, podendo acarretar problemas tanto para a natureza quanto para a saúde humana. A escolha do maracujá amarelo se deu por dois motivos essenciais, quais sejam: composição química apropriada para a realização do trabalho, baixo custo e fácil obtenção. Vale ressaltar que o Brasil é o maior produtor mundial de maracujá (IBGE 2007), e a maior parte da produção é direcionada à fabricação de suco. Esse setor gera como resíduo as cascas e sementes da fruta, que causam problemas ambientais e econômicos devido à elevada fermentação e degradabilidade resultante de sua alta umidade. Portanto, o destaque deste trabalho é a utilização de um resíduo sólido, a casca do maracujá amarelo, para o tratamento de resíduos industriais líquidos (AU)