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Empatia para dor: uma abordagem comportamental, neuroquímica e hormonal

Processo: 15/00006-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 30 de novembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Azair Liane Matos Do Canto de Souza
Beneficiário:Daniela Baptista de Souza
Instituição-sede: Centro de Educação e Ciências Humanas (CECH). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/04775-0 - O papel do núcleo central do complexo amidaloide na hiperalgesia, BE.EP.PD
Assunto(s):Nociceptividade   Empatia

Resumo

A capacidade de captar sinais emocionais nos outros está diretamente relacionada à sobrevivência da espécie, e a esta característica é dado o nome de empatia. Além disso, em alguns tipos de transtornos psiquiátricos relevantes, a habilidade de empatia está prejudicada, a exemplo do transtorno de personalidade antissocial (psicopatia) e transtornos do espectro do autismo. Da mesma forma que em humanos, animais apresentam comportamentos relacionados aos seus comuns, especificamente os roedores, que exibem modulação social sobre comportamentos emocionais. Neste sentido, tem sido demonstrado que comportamentos relacionados à dor são bidirecionalmente influenciados pelo comportamento do outro animal, de forma que ver um coespecífico sentindo dor pode aumentar ou diminuir a sensação de dor no camundongo observador. Alguns trabalhos demonstraram alterações hormonais relacionadas à empatia, nos níveis de corticosterona, testosterona e ocitocina. Além disso, estudos clínicos com ressonância magnética funcional associam estruturas do componente afetivo-emocional às experiências de empatia frente à dor. Já foi demonstrado que o córtex insular é igualmente ativado naqueles que estão apenas observando situações potencialmente dolorosas. Outra estrutura diretamente relacionada a processos nociceptivos e a empatia é a amídala. Além de estruturas do sistema nervoso central, as neurotransmissões serotoninérgica, noradrenérgica e dopaminérgica são amplamente descritas como participantes de processos relacionados às emoções, nocicepção e à patofisiologia de desordens relacionadas diretamente com déficits de comportamentos empáticos. Recentemente, nosso grupo de pesquisa demonstrou que a convivência com um coespecífico em quadro de dor crônica é capaz de aumentar as respostas nociceptivas em animais submetidos ao teste de contorções, e induzir um aumento na ansiedade. Além disso, demonstramos que a inibição da amídala aumenta essa hipernocicepção, enquanto a inibição da ínsula atenuou esta resposta. Diante deste panorama os objetivos deste trabalho são investigar nos animais submetidos ao convívio com coespecífico com dor neuropática: (1) a especificidade do aumento da resposta nociceptiva, através do emprego de diferentes testes (teste de contorções abdominais induzidas pela injeção intraperitoneal de solução de ácido acético a 0,6%, teste de formalina na pata e teste da placa quente); (2) níveis plasmáticos de corticosterona, testosterona e ocitocina; (3) níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina na ínsula e amídala e (4) atividade da ínsula e amídala através de avaliação dos fatores de transcrição ERK e CREB pela técnica de western blotting. (AU)