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As fundações, a gestão da cultura e a (pós)política: a atuação de fundações privadas brasileiras e estadunidenses na esfera cultural

Processo: 15/03905-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Outras Sociologias Específicas
Pesquisador responsável:Miqueli Michetti
Beneficiário:Miqueli Michetti
Anfitrião: Ralph Della Cava
Instituição-sede: Escola de Administração de Empresas (EAESP). Fundação Getúlio Vargas (FGV). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa: Columbia University in the City of New York, Estados Unidos  
Assunto(s):Sociologia da cultura

Resumo

A pesquisa pós-doutoral proposta buscará estabelecer uma análise da atuação das fundações privadas na esfera da cultura no Brasil e nos EUA. Além da comparação temporal entre as formas de atuação de tais instituições ao longo do século XX e em nossos dias, o estudo escrutinará se existe uma possível especificidade no tocante ao funcionamento de entidades brasileiras desse tipo. Particular interesse de pesquisa radica no fato de que, no Brasil, as relações dessas agências, chamadas geralmente por aqui de "institutos", com o poder público assumem configuração particular, especialmente pela maneira como têm funcionado as medidas públicas de incentivo à cultura no país, as quais, aliás, têm passado recentemente por transformações. A partir desse âmbito mais específico, a pesquisa buscará, em escopo sociológico mais amplo, compreender as semelhanças e as diferenças entre a posição social pretendida pelas grandes corporações no passado e no presente, tentando apreender também como ocorrem hoje as disputas por legitimidade entre setores produtivos e financeiros através de suas iniciativas na esfera cultural, concorrendo ainda para a compreensão de como se busca construir a legitimidade do Capital pós-crise de 2008. Ademais, o estudo perscrutará qual a posição designada à esfera da cultura nas atuais relações entre o mundo empresarial e a esfera política pensada lato sensu, especialmente quando o Estado lega alguns de seus papéis históricos em favor do Mercado e este se lança a fazer às vezes de agente (pós?) político à época da deslegitimação da política. (AU)