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Utilização de células tronco pluripotentes induzidas (iPSC) como modelo in vitro para estudos dos efeitos da bradicinina na neurodegeneração

Processo: 15/14589-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Alexander Henning Ulrich
Beneficiário:Zilda Antonia Mendonca
Instituição-sede: Instituto de Química (IQ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/50880-4 - Células-tronco: dos papéis de receptores de cininas e purinas às aplicações terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Biologia celular   Diferenciação neuronal   Transfecção

Resumo

Em 2006, um grupo de pesquisadores da Universidade de Kyoto, liderado por Shinya Yamanaka, demonstrou que células-tronco pluripotentes podem ser obtidas a partir de fibroblastos murinos pela transfecção retroviral de quatro fatores de transcrição: Oct3/4 (octamer-binding transcription factor-3/4), Sox2 (SRY-related high-mobility-group (HMG)-box protein-2), c-Myc (Myc proto-oncogene protein) e Klf4 (Kruppel-like factor-4) (Takahashi e Yamanaka, 2006). Em 2007, o mesmo grupo demonstrou que células iPSC (do inglês, induced pluripotent stem cells) podem ser geradas a partir de fibroblastos da pele humana ou outras células somáticas pela transfecção retroviral dos mesmos fatores de transcrição utilizados no camundongo (Yamanaka et al., 2007). Estudos in vivo do sistema nervoso central (SNC) podem envolver uma série de dificuldades metodológicas devido à alta complexidade do tecido, sendo de grande valor o desenvolvimento de modelos in vitro capazes de recapitular os mecanismos celulares e moleculares envolvidos, por exemplo, numa condição patológica. A reprogramação epigenética de células humanas somáticas, por exemplo de fibroblastos para iPSC, além de possuir possíveis aplicações no tratamento de doenças neurodegenerativas, levou ao estabelecimento de novos modelos para o estudo de doenças do SNC (Qiang et al., 2013).O sistema calicreina-cinina (SCC, do inglês kallikrein-kinin system) reúne um conjunto de peptídeos biologicamente ativos conhecidos como cininas (bradicinina (BK), calidina, des-Arg9-BK e des-Arg9- calidina) que são geradas por clivagem proteolítica dos precursores cininógenos. No SNC encontram-se todos os componentes do SCC o que sugere a existência de funções fisiológicas importantes no cérebro (Francel, 1992; Kizuki, 1994; Viel & Buck, 2011). Foi demostrado anteriormente por nosso grupo de pesquisa a participação do receptor de BK, B2BKR, na promoção de neurogênese e neuroproteção (Martins et al., 2005, 2012; Trujillo et al., 2012). A reprogramação de células somáticas de pacientes com doença de Parkinson (DP) e esclerose lateral amiotrófica (ELA) permitiria a possibilidade de obtenção de neurônios dopaminérgicos e colinérgicos, respectivamente. Estes modelos in vitro serão utilizados para a elucidação do papel do sistema SCC nestas doenças.