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Avaliação de modificações pós-traducionais de caráter redox do fungo Paracoccidioides brasiliensis após estresse nitrosativo

Processo: 15/09654-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Wagner Luiz Batista
Beneficiário:Marina Valente Navarro
Instituição-sede: Instituto de Ciências Ambientais, Químicas e Farmacêuticas (ICAQF). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Diadema. Diadema , SP, Brasil
Assunto(s):Proteômica   Paracoccidioides brasiliensis   Óxido nítrico

Resumo

Paracoccidioides brasiliensis é o agente causador da paracoccidioidomicose (PCM), doença sistêmica prevalente na América Latina. Este fungo é considerado um patógeno intracelular facultativo capaz de sobreviver e replicar dentro de macrófagos. A sobrevivência do P. brasiliensis durante a infecção depende da adaptação do fungo a diferentes condições, notoriamente ao estresse oxidativo/nitrosativo imposto por células do sistema imune, particularmente macrófagos alveolares. Atualmente, pouco se conhece sobre as vias de transdução de sinal deste fungo envolvidas na resposta aos mecanismos de defesa do hospedeiro. Certamente algumas destas vias são desencadeadas por espécies reativas de oxigênio e nitrogênio (ROS/RNS) geradas por células do hospedeiro. Levando-se em conta que o efeito do NO (óxido nítrico) sobre o patógeno é dependente das concentrações disponíveis, tais efeitos podem alterar o status redox dos resíduos de cisteína. Sabe-se que este evento é muito bem regulado e dinâmico, e pode influenciar (ativando ou inibindo) uma variedade de funções de proteínas. Entre as diversas reações oxidativas que podem ocorrer em cisteínas, destaca-se a S-nitrosilação, uma importante modificação pós-traducional dependente de NO que regula uma grande variedade de funções celulares e eventos de sinalização. Recentemente foi demonstrado por nosso grupo que células leveduriformes de Paracoccidioides proliferam quando expostas a baixas concentrações de NO. Dessa forma, este trabalho propõe avaliar o perfil de proteínas S-nitrosiladas em P. brasiliensis, bem como a identificação de sítios de S-nitrosilação, após o estímulo com diferentes concentrações de RNS. A identificação de proteínas que sofreram S-nitrosilação com baixas concentrações de NO, e que em nosso modelo levaram à proliferação do P. brasiliensis, representariam em última análise moléculas com papel importante na virulência do fungo. Por outro lado, a análise de proteínas S-nitrosiladas a partir de exposição com altas concentrações de NO podem tanto ajudar a explicar as propriedades antifúngicas das RNS, quanto identificar potenciais alvos moleculares para o desenvolvimento futuro de novas drogas. (AU)