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Efeitos do treinamento físico na resistência à insulina e oxidação lipídica no músculo esquelético em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica: um estudo clínico randomizado

Processo: 15/02835-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2019
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Educação Física
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Bruno Gualano
Beneficiário:Wagner Silva Dantas
Instituição-sede: Escola de Educação Física e Esporte (EEFE). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/01427-9 - Mecanismos moleculares envolvidos no remodelamento da matriz extracelular do músculo esquelético de pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica: papel da resistência à insulina e efeitos do treinamento físico, BE.EP.DR
Assunto(s):Oxidação lipídica   Sistema musculoesquelético   Exercício físico   Resistência à insulina   Fisiologia do exercício

Resumo

A obesidade é definida pelo acúmulo excessivo de gordura corporal através do cálculo do índice de massa corporal (IMC). A partir da década de 80, a obesidade tornou-se uma epidemia global em diversas faixas etárias da população, com uma estimativa da existência de aproximadamente 500 milhões de obesos com IMC e 30 kg/m2. A obesidade mórbida é definida como um IMC e 40 kg/m2 ou maior que 35 kg/m2 associado com comorbidades clínicas significativas. É bem estabelecida a associação entre obesidade, sedentarismo e dieta hipercalórica rica, principalmente em ácidos graxos saturados e carboidratos no desenvolvimento da resistência a ação da insulina e diabetes mellitus tipo 2. A resistência a ação da insulina é um importante marcador clínico presente na obesidade e diabetes mellitus tipo 2 e está associada com prejuízo na captação de glicose e metabolismo lipídico no tecido muscular esquelético. Pacientes obesos com resistência a ação da insulina demonstram redução na capacidade oxidativa, diminuição da oxidação de ácidos graxos e aumento pronunciado do acúmulo lipídico no músculo esquelético comparado com indivíduos eutróficos, levando à piora da resistência à insulina pela produção de metabólitos derivados dos ácidos graxos que prejudicam a sinalização insulínica no músculo esquelético. Estudos recentes demonstraram que a cirurgia bariátrica promove uma discreta melhora da sensibilidade à insulina no músculo esquelético em obesos mórbidos não-diabético, apesar de uma pronunciada redução do peso corporal nesses pacientes. Outros estudos demonstraram uma oxidação incompleta de lipídios no tecido muscular esquelético de pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica. Assim, uma vez que a cirurgia bariátrica é ineficiente em promover aumento da taxa de oxidação lipídica completa no músculo esquelético e provoca discreta melhora na sensibilidade à insulina em pacientes obesos mórbidos, tais fatores tornam-se elementos críticos na piora dos parâmetros clínicos e metabólicos após a cirurgia bariátrica. O treinamento físico tem demonstrado resultados encorajadores no que diz respeito ao aumento da capacidade de oxidação completa de lipídios e redução de diacilglicerol e ceramidas no músculo esquelético de indivíduos obesos comparado à redução de peso corporal pela restrição dietética. No entanto, não está claro o papel factual do treinamento físico na melhora da resistência a ação da insulina em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica, bem como a relação com a oxidação completa de lipídios no músculo esquelético em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. Logo, o entendimento das respostas fisiológicas, moleculares e clínicas ao treinamento físico em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica pode ser considerada como de vital importância para o desenvolvimento de estratégias terapêuticas dedicadas ao tratamento da obesidade mórbida. Assim, nossa hipótese é que a melhora da resistência a ação da insulina pelo treinamento físico está associada com a melhora da capacidade oxidativa de pacientes obesos submetidos à cirurgia bariátrica, culminando na redução do conteúdo de diacilglicerol e ceramidas no músculo esquelético. (AU)

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