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Algodão e o comércio internacional do Brasil durante a Revolução Industrial

Processo: 15/02414-2
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 21 de setembro de 2015
Vigência (Término): 20 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Pesquisador responsável:Renato Perim Colistete
Beneficiário:Thales Augusto Zamberlan Pereira
Supervisor no Exterior: William R. Summerhill
Instituição-sede: Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of California, Los Angeles (UCLA), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:14/04151-6 - Algodão e o comércio internacional do Brasil durante a Revolução Industrial, BP.DR
Assunto(s):História econômica   Desenvolvimento regional   Política econômica   Algodão

Resumo

Um fator fundamental para o crescimento econômico dos Estados Unidos durante o século XIX foi seu mercado exportador de algodão, principal insumo da Revolução Industrial. No entanto, antes do aumento do comércio norte-americano, entre 1760 e 1820, o nordeste brasileiro exportou quantidades crescentes de algodão, mantendo-se como o terceiro maior fornecedor da Inglaterra até a década de 1860. Utilizando a região algodoeira do Sul dos Estados Unidos como referência, esse trabalho busca compreender o declínio de regiões brasileiras que produziam e exportavam a commodity mais importante do comércio internacional no século XIX. A literatura em história econômica da última década tem pesquisado sob distintos pontos de vista as diferentes trajetórias entre as Américas. Porém, esses estudos encontram uma série de dificuldades em controlar fatores de heterogeneidade entre os países. Analisando a cultura do algodão o presente trabalho utilizará regiões do Brasil e dos Estados Unidos que possuíam um maior grau de homogeneidade para compreender diferentes trajetórias de desenvolvimento. Assim como Pernambuco, Maranhão e Bahia, os estados do sul dos Estados Unidos - centro da produção algodoeira - eram sociedades com monocultura, escravistas, baixas taxas de imigração e acesso limitado a direitos políticos. No entanto, o sul dos Estados Unidos desenvolveu-se de forma mais rápida e intensa do que a região algodoeira no Brasil e atualmente possui uma renda per capita em média seis vezes maior que o nordeste brasileiro. A pesquisa aqui proposta ainda buscará reconstruir séries de comércio externo e estruturas fiscais das províncias produtoras de algodão. (AU)