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As ideias econômicas do bispo de Olinda e do Visconde de Cairu para um projeto de reforma do Império Português: as novas relações Metrópole-Colônia

Processo: 15/09353-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 06 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Economia
Pesquisador responsável:Eliana Tadeu Terci
Beneficiário:Tobias de Paula Lima Souza
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Mercantilismo   Período Colonial (1500-1822)   História do pensamento econômico

Resumo

O presente projeto pauta-se pela análise do pensamento econômico de José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho - o Bispo de Olinda - (1742-1821), expoente do pensamento ilustrado brasileiro e de José da Silva Lisboa - o Visconde de Cairu - (1756-1835), este considerado o maior crítico do sistema colonial em Portugal e formulador da política econômica de D. João VI no Brasil. Objetiva-se resgatar as principais propostas e influências teórico-filosóficas para a definição de um projeto reformista das relações entre Portugal e Brasil, de modo a i) rever a política colonial portuguesa; ii) reconstruir a relação econômica e política entre a metrópole portuguesa e sua colônia americana, de modo a conciliar interesses das classes abastadas da colônia, dos mercadores metropolitanos e da Coroa Portuguesa. O procedimento metodológico consiste da investigação das principais obras desses dois expoentes do pensamento ilustrado português e brasileiro, publicadas entre 1794 e 1820, atentando às principais propostas e influências teórico-filosóficas para a reforma das relações entre Portugal e Brasil. O projeto reformista se fazia urgente num cenário de crise do sistema colonial, avanço do capitalismo e das ideias liberais que buscavam romper com as estruturas do Antigo Regime, baseadas na política mercantilista e no absolutismo. Internamente, o intenso crescimento das atividades econômicas na colônia, mais e mais se incompatibilizavam com as restrições metropolitanas a que permaneciam submetidas. Busca-se adicionalmente identificar as influências que recebem das principais correntes e autores do pensamento econômico europeu, tais como os mercantilistas, a fisiocracia francesa e o pensamento liberal do século XVIII. Esta proposta dá continuidade a um projeto anterior, apoiado pelo PIBIC/Bolsa Institucional USP.