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Análise da expressão da MMP-7 em lesões intra-epiteilais escamosas de alto grau em colo uterino

Processo: 15/08854-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Saúde Materno-infantil
Pesquisador responsável:Priscila Maria de Andrade Borra
Beneficiário:Talita Yedda da Silva Passianoto
Instituição-sede: Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). São Carlos , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/00798-2 - A matriz extracelular no envelhecimento, no exercício e no microambiente tumoral, AP.TEM
Assunto(s):Ginecologia   Neoplasias do colo uterino   Infecções por Papillomavirus   Colo uterino   Metaloproteinases   Diferenciação celular   Adesão celular   Prognóstico   Transformação celular neoplásica

Resumo

O câncer do colo do útero representa um grande problema de saúde pública mundial. O Papilomavírus Humano (HPV) é descrito como o principal fator de risco para o carcinoma cervical, sendo que os tipos oncogênicos HPV 16 e HPV 18 são os mais comuns nessa patologia. A interação dos HPVs com a matriz extracelular (MEC) é fundamental para o processo de carcinogênese, uma vez que as neoplasias podem alterar a interação controlada das células com a matriz extracelular (MEC) influenciando na proliferação e na invasão tumoral. A MEC é uma estrutura complexa formada por proteínas secretadas e glicoconjugados, capaz de regular funções celulares essenciais como, diferenciação, expressão gênica, controle de divisão e migração celular, além de ser crucial na mediação e na regulação da adesão, na sinalização durante a morfogênese, na homeostase de tecidos, na cicatrização e na tumorigênese. Sugere-se que os HPVs de alto risco alteram a expressão de metaloproteinases de matriz (MMPs) que são importantes para adesão celular e para estabelecer diferenciação celular apropriada. As MMPs regulam e clivam quase todas as proteínas constituintes da MEC, sendo a MMP-7 (matrilisina ou metaloproteinase uterina) uma representante fundamental no desenvolvimento da carcinogênese. A importância da MMP-7 é realçada por dados clínicos que associam a expressão de MMP-7 ao decréscimo na sobrevida de pacientes com câncer de colo do útero. Em estudo, mostrou-se que a expressão endotelial da MMP-7 pode ser marcadora de prognóstico clínico. Sendo assim, o objetivo deste estudo será avaliar a possível associação entre a MMP-7 nos diferentes estágios de carcinogênese de colo uterino, para melhor compreensão da influência da via de controle de adesão nos eventos da transformação maligna.