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Por uma poética romântica: utopia e resistência em Howl (1956), de Allen Ginsberg e Paranóia (1963), de Roberto Piva

Processo: 15/07424-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Letras - Literatura Comparada
Pesquisador responsável:Paulo César Andrade da Silva
Beneficiário:Patrícia Vieira Lochini
Instituição-sede: Faculdade de Ciências e Letras (FCL). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Assunto(s):Romantismo   Poética   Geração Beat   Análise de conteúdo   Século XX

Resumo

Segundo os críticos Michael Löwy e Robert Sayre (1995), o Romantismo não consiste como momento histórico, mas como uma "estrutura mental coletiva", um modo de pensar o mundo que se manifesta não somente na Literatura, mas em diversos campos do conhecimento. As obras dos poetas Allen Ginsberg e Roberto Piva pertencem a uma linhagem de tradição romântica que, em permanente contestação à ordem burguesa, trilham os caminhos da resistência rebelando-se contra os valores de sua época. O presente projeto tem como objetivo investigar a permanência do espírito romântico nos dois contextos poéticos específicos, o contexto brasileiro em Paranóia (1963) e o estadunidense em Howl (1956), e, a partir da reflexão sobre a permanência do pensamento romântico nos diferentes contextos no século XX, identificar traços característicos da poesia que vem de uma tradição de rebeldia do século XIX. Procura, ainda, analisar os motivos desencadeadores dos ideais propagados pelos poetas e como estes se interrelacionam, estabelecendo, assim um entrecruzamento literário entre períodos históricos, mas que se relacionam na busca da identidade pessoal e coletiva.