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Efeitos do zinco e do paracetamol no comportamento tipo-depressivo de ratos induzido por lipopolissacarídeo

Processo: 15/02742-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Thiago Berti Kirsten
Beneficiário:Danilo Cabral
Instituição-sede: Vice-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Paulista (UNIP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Depressão   Ansiedade

Resumo

A depressão tem preocupado devido sua alta incidência, alta relação com desemprego e suicídio, bem como por demandar tratamentos longos e caros. Pouco se sabe sobre a etiologia da depressão, incluindo fatores genéticos, psicológicos e farmacológicos. Uma hipótese que vem ganhando força na gênese da depressão é a partir de ativações imunes/inflamatórias. Por exemplo, muitos pacientes depressivos apresentam aumento crônico nos níveis de citocinas pró-inflamatórias, e alterações no eixo hipotálamo-pituitária-adrenal e no fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Nesse sentido, muitos medicamentos que interferem com o sistema neuroimune têm sido testados para o tratamento da depressão. O zinco e o paracetamol, além de interferirem com o sistema imune, já demonstraram efeito benéfico no tratamento da depressão, quando administrados concomitantemente a doses subefetivas dos antidepressivos. Assim, é objetivo deste trabalho tratar ratos com zinco e/ou paracetamol na tentativa de previnir/amenizar os efeitos tipo-depressivos experimentalmente induzidos, neste caso, sem o auxílio de antidepressivos. Ratos Wistar adultos serão induzidos ao comportamento tipo-depressivo por meio de administrações repetidas de lipopolissacarídeo (LPS, endotoxina bacteriana gram-negativa). Os ratos receberão zinco e/ou paracetamol por três dias consecutivos. Primeiramente será necessário verificar se o comportamento doentio induzido por LPS cessará, com avaliação da atividade geral em campo aberto e peso corporal. Serão avaliados também níveis de ansiedade pelo teste claro-escuro. O comportamento tipo-depressivo será verificado pelo teste do nado forçado. Serão realizadas ainda avaliações dos níveis plasmáticos de biomarcadores ligados à depressão, como BDNF, hormônio adrenocorticotrófico e fator de necrose tumoral alfa, bem como avaliações cerebrais (córtex frontal, estriado e mesencéfalo) por técnica de imuno-histoquímica para marcadores de neuroinflamação (proteína glial fibrilar ácida) e sistema dopaminérgico (tirosina hidroxilase). (AU)