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Relação entre gordura epicárdica e aterosclerose coronária: estudo anátomo-patológico e morfométrico em corações humanos

Processo: 14/17554-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica
Pesquisador responsável:Paulo Sampaio Gutierrez
Beneficiário:Laura Mendes Coura
Instituição-sede: Instituto do Coração Professor Euryclides de Jesus Zerbini (INCOR). Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Cardiologia   Doença da artéria coronariana   Aterosclerose   Morfometria   Microscópio óptico   Análise multivariada   Coeficiente de correlação de Pearson

Resumo

A aterosclerose decorre de inflamação crônica, com aumento de citocinas pró-inflamatórias, de permeabilidade vascular, de recrutamento e adesão de leucócitos. O acúmulo de lipídios, extra e intracelular, e o espessamento da camada íntima, pela proliferação de células musculares lisas, são essenciais na patogênese do ateroma.Sabe-se que o aumento da gordura visceral e a maior expressão de múltiplos marcadores pró-inflamatórios, induzem a aterosclerose a partir de um efeito parácrino. Procura-se elucidar o papel da gordura epicárdica na aterosclerose coronária. A gordura epicárdica secreta quantidades importantes de citocinas e adipocinas e, em estudos histológicos, viu-se que a quantidade de gordura epicárdica e sua infiltração por macrófagos estão relacionadas com propriedades inflamatórias das placas ateroscleróticas. O trabalho tentará verificar se há relação entre a quantidade de gordura epicárdica e a área da placa aterosclerótica e a sua quantidade de gordura em artérias coronárias de 30 corações de pacientes adultos submetidos a necrópsia no Laboratório de Anatomia Patológica do Instituto do Coração HC-FMUSP. Também será verificado se há mais lesão na porção das coronárias junto à gordura epicárdica ou junto ao miocárdio. Paralelamente, será avaliada eventual influência de dislipidemia, obesidade e diabetes mellitus nessas questões. Após fixação das artérias coronárias com formol injetado a pressão de aproximadamente 105 mmHg, os principais ramos seguirão para dissecção, mantendo-se a gordura adjacente. Excluir-se-á segmentos com procedimentos invasivos. Após descalcificação, as artérias serão cortadas em espessura de 0,5 cm e submetidas a processamento histológico habitual e coloração pela hematoxilina e eosina. De cada caso, duas amostras selecionadas por sorteio serão submetidas ao método de congelamento e à coloração pelo Sudan IV, para gorduras.Serão feitas medidas da menor espessura da gordura epicárdica e da área aterosclerótica nas margens epicárdica e miocárdica em ambos os tipos de métodos em fotografias feitas em microscópio acoplado a programa de análise de imagens. Nos prontuários dos pacientes, serão recolhidos dados sobre diabetes mellitus, glicemia na admissão e de jejum; presença ou não de dislipidemia; taxas séricas de colesterol total e frações e de triglicérides; índice de massa corpórea, e de presença ou não de tratamento para comorbidades vigentes. Para análise estatística dos dados, serão feitos testes de correlação (teste de Pearson ou de Spearman), teste t para dados pareados e, eventualmente, testes de análise multivariada. Para todos, serão significantes resultados com p menor ou igual a 0,05.

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