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Caracterização da microbiota nas mastites subclínicas e perfil de sensibilidade microbiana dos patógenos isolados em propriedades leiteiras da agricultura familiar

Processo: 15/10768-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Medicina Veterinária - Medicina Veterinária Preventiva
Pesquisador responsável:Helio Langoni
Beneficiário:Amanda Thais Godoy
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Mastite bovina   Bactérias   Leite   Saúde pública veterinária

Resumo

A mastite é a principal afecção do gado destinado à produção leiteira. Impacta negativamente a cadeia produtiva do leite pela diminuição da produção e pelo menor rendimento industrial dos derivados lácteos. Trata-se ainda de um problema de saúde pública pois pode ser causada por micro-organismos produtores de enterotoxinas termoestáveis causadoras de toxinfecções alimentares. O presente estudo tem como objetivo avaliar a presença de mastite subclínica em propriedades leiteiras classificadas como de agricultura familiar, localizadas no município de Bofete - SP. Serão obtidas amostras de leite de todas as vacas de cada uma das 10 propriedades incluídas no estudo de acordo com o interesse de seus proprietários. Inicialmente será procedida lavagem e desinfecção das glândulas mamárias e após secagem, a realização do Califórnia Mastitis Test - CMT, obtendo-se amostras de leite, em frascos estéreis, das positivas ao teste a partir da reação de positividades escore +, que serão mantidas sob temperatura de refrigeração durante o transporte até a chegada no laboratório, onde serão cultivadas imediatamente, em meios de ágar-sangue bovino 5% e ágar MacConkey com incubação a 37º C por 24 até 72 horas e avaliação do crescimento microbiano a cada 24 horas, com anotações dos resultados em fichas protocolares especificas. Cada micro-organismo isolado será caracterizado fenotipicamente de acordo com as características de colônias, como o tamanho, produção de pigmento e hemólise, bem como morfologicamente pela técnica de Gram e a seguir repicadas para tubos com meio de caldo cérebro coração (BHI) para obtenção de inoculo para realização de provas bioquímicas para caracterização de gênero e espécie microbiana, e de antibiograma, incubando-se a 37º por 24 horas. Serão consideradas como positivas no exame microbiológico as amostras de leite com isolamento de três ou mais colônias do mesmo patógeno, exceto nos casos de Staphylococcus aureus, que será considerado mesmo com o isolamento em uma colônia. Nos casos de isolamento de três ou mais micro-organismos diferentes, as amostras serão consideradas como contaminadas e não farão parte da análise. Os resultados serão analisados estatisticamente comparando-se as frequências de isolamentos dos diferentes patógenos entre as propriedades e também de acordo com o perfil de sensibilidade e resistência aos diferentes antimicrobianos utilizados no antibiograma. (AU)