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Do ponto de vista das moças

Processo: 15/11526-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 02 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Convênio/Acordo: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)
Pesquisador responsável:Marta Rosa Amoroso
Beneficiário:Edson Tosta Matarezio Filho
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/13214-2 - Tchiga: palavra, artes verbais, afetos e ritual entre os Ticuna, BE.EP.PD   16/15401-9 - Memória ritual Ticuna e seus afetos, BE.EP.PD
Assunto(s):Puberdade   Afetividade   Etnologia   Índios

Resumo

Tendo como pano de fundo trabalhos anteriores (Matarezio Filho, 2015a, 2015b) sobre o ritual de iniciação feminina dos índios Ticuna (AM), a Festa da Moça Nova, este projeto tem como finalidade a continuidade desta pesquisa por um novo enfoque. Pretendo descrever e analisar as mudanças afetivas e corporais das moças ao passarem por este ritual. A investigação poderia ser resumida nas seguintes questões: como as moças e seus parentes percebem a mudança das neófitas após passarem pelo ritual? Quais eram as antigas e as novas atitudes, afecções, sentimento e valores que se espera das moças iniciadas? Qual o papel dos aconselhamentos e das manipulações do corpo das neófitas na produção desta afetividade madura, tendo em vista que o ritual prepara as moças para o casamento? Tudo indica que uma das intenções da Festa é efetuar uma "castração simbólica" (Leach, 1983[1958]) das moças e "liquefazer" (Siran, 2002) angústias, ansiedades, agressividade e possíveis repressões sexuais que possam se desenvolver nas iniciadas. (AU)