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A recepção da psicanálise na formação da Teoria Crítica: do materialismo interdisciplinar à crítica da razão instrumental (1929-1947)

Processo: 15/11323-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 01 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Filosofia - História da Filosofia
Pesquisador responsável:Marcos Severino Nobre
Beneficiário:Paulo Henrique Yamawake
Instituição-sede: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/04814-0 - A afinidade eletiva entre as obras de Horkheimer e Fromm: uma pesquisa sobre os estudos sobre autoridade e família, BE.EP.DR
Assunto(s):Psicanálise   Teoria crítica

Resumo

O objetivo de nossa pesquisa é o de investigar a recepção da psicanálise na Teoria Crítica em seu momento de formação, isto é, em torno das primeiras orientações teóricas do Institut für Sozialforschung sob a direção de Max Horkheimer. Mais especificamente, estudaremos aqui dois momentos: a recepção da psicanálise feita nos anos 1930 pelo modelo crítico do materialismo interdisciplinar, mediado por Horkheimer e Erich Fromm; e a recepção dos anos 1940 feita pelo modelo da crítica da razão instrumental, mediado por Theodor W. Adorno e, mais uma vez, por Horkheimer. Nossa hipótese é a de que a apropriação da teoria das pulsões de Freud seria central tanto para compreender a recepção da psicanálise em ambos os momentos, como também para observar as diferenças de diagnósticos em cada um dos modelos de crítica. Nos anos 1930, o materialismo interdisciplinar acolhe a psicanálise observando que a primeira formulação da teoria das pulsões de Freud (formada pelo par pulsão de autopreservação / pulsão sexual) contém uma plasticidade que permite inserir a psicanálise em uma perspectiva histórica e materialista. Mas o rompimento com Erich Fromm, a parceria de Horkheimer com Adorno e a formulação de um diagnóstico de época, levariam o Institut a observar as limitações da crítica do materialismo interdisicplinar e a adotar de forma peculiar a segunda formulação freudiana da teoria das pulsões (mais especificamente a pulsão de morte), inserida em uma perspectiva trans-histórica do desenvolvimento de uma racionalidade instrumental, que torna a dominação inevitável.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa: