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Reconhecimento de emoções faciais em portadores de psoríase, melasma e controles hígidos

Processo: 15/03616-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Juliano Vilaverde Schmitt
Beneficiário:Maria Laura Marconi França
Instituição-sede: Faculdade de Medicina (FMB). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Botucatu. Botucatu , SP, Brasil
Assunto(s):Dermatologia

Resumo

As doenças dermatológicas impactam na saúde dos portadores em diferentes aspectos, incluindo de forma significativa prejuízos no bem-estar psicossocial.Estudos verificaram prejuízos na qualidade de vida semelhantes ao observado em portadores de cardiopatias graves, neoplasias malignas avançadas ou diabetes melitus para algumas dermatoses, tais como acne, psoríase e hidradenite supurativa graves.Lesões de pele podem sugerir sinais de risco de contaminação suscitando comportamentos aversivos em observadores, o que pode gerar repercussões psicológicas nos portadores de doenças de pele, incluindo mudanças comportamentais e no processamento e reconhecimento de emoções.Por outro lado, estudos clínicos e laboratoriais sugerem que algumas dermatoses como alopecias, acne e psoríase poderiam sofrer interferência de distúrbios psicológicos na gravidade das mesmas.Estudos prévios indicaram que portadores de psoríase tem uma maior tendência a acreditar que serão julgados pelos outros exclusivamente através da aparência de sua pele. Além disso, possivelmente como mecanismo de enfrentamento, apresentam um déficit no reconhecimento facial da expressão de nojo, o que foi confirmado em análise de ressonância magnética cerebral funcional. Os portadores de psoríase avaliados apresentavam reduzida ativação da insula após visualização de expressões de nojo. A insula está associada ao processo de julgamento relacionado à estigmatização e empatia.No presente estudo pretendemos avaliar a capacidade de identificação de expressões faciais, principalmente o nojo, em portadores de dermatoses com diferentes potenciais de desencadeamento de aversão e comprometimento elevado na qualidade de vida e controles sem dermatoses pareados por sexo e idade, procurando identificar se há prejuízo nesta função cognitiva relacionado à presença, comprometimento na qualidade de vida, e aversividade desencadeada pelas doenças de pele, assim como verificar se há correlação entre essa observação e prejuízos na qualidade de vida e presença de sinais de ansiedade e depressão nos portadores de dermatoses.Trata-se de um estudo de desenho transversal. Serão incluídas 104 pessoas de ambos os sexos acima de 17 anos de idade entre funcionários da faculdade de medicina de Botucatu e do hospital de clínicas da FMB-UNESP e pacientes em acompanhamento ambulatorial no serviço de dermatologia, apresentando psoríase ou melasma.Os dados serão colhidos através de entrevista presencial. Serão coletados dados demográficos e socioeconômicos, inquérito de qualidade de vida em dermatologia, escala de ansiedade e depressão hospitalar, inventário de fobia social e o teste de reconhecimento facial de emoções com 56 imagens de 7 emoções.Variáveis contínuas serão analisadas bivariadamente pelos testes paramétrico t de student e não paramétrico Mann-Whitney, dependendo da normalidade das distribuições, avaliada pelo teste de Shapiro-Wilk. As variáveis categóricas serão comparadas pelos testes de qui-quadrado ou exato de Fisher, de acordo com o menor número de eventos obtido em cada análise. As correlações serão analisadas pelos testes de Pearson ou Spearman, de acordo com a normalidade das distribuições. Os escores obtidos serão avaliados entre os grupos através do teste de ANOVA, Kruskal-Wallis e modelos lineares generalizados mistos. A consistência interna dos questionários será avaliada pelo índice alfa de Cronbach.Esperamos identificar alteração na capacidade de reconhecimento facial de emoções em portadores de dermatoses. Principalmente na expressão de nojo, como possível mecanismo psicológico relacionado ao processo de aceitação da doença de pele.