Busca avançada
Ano de início
Entree

Manipulação farmacológica da interação ccl2/ccr2 na gênese e desenvolvimento da epilepsia do lobo temporal

Processo: 15/11119-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas
Pesquisador responsável:Luiz Eugenio Araujo de Moraes Mello
Beneficiário:Maira Licia Foresti
Instituição-sede: Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Sistema nervoso central   Neuroinflamação   Crise   Epilepsia   Plasticidade neuronal

Resumo

A epilepsia do lobo temporal (ELT) é caracterizada por crises espontâneas recorrentes e sua etiologia comumente inclui um episódio de lesão cerebral como traumas encefálicos ou um episódio de crise convulsiva duradoura, o status epilepticus. Após essa lesão precipitadora inicial um período latente se segue onde alterações plásticas ocorrem no sistema nervoso estabelecendo as crises recorrentes. Recentemente o papel da glia e da neuroinflamação na plasticidade que resulta na epileptogênese tem sido investigado. O status epilepticus induzido por injeção de pilocarpina é um modelo de ELT que mimetiza o desenvolvimento das crises e alterações histológicas típicas que envolvem a circuitaria neural em humanos. Entre essas alterações, ocorre um aumento significativo na expressão de citocinas e quimiocinas como, por exemplo, a proteína CCL2 (C-C motif ligand 2 chemokine), que liga-se ao seu receptor CCR2 (CCL 2 Receptor), presente em neurônios, astrócitos e monócitos circulantes. Estudar o bloqueio da interação CCL2/CCR2 na epileptogênese e susceptibilidade a crises epilépticas pode trazer novas estratégias para o tratamento da epilepsia e sobre a interação dos sistemas nervoso e imune. O objetivo deste trabalho é investigar os efeitos da manipulação farmacológica na interação da CCL2 com seu receptor no desenvolvimento da epilepsia, através de análise das mudanças histológicas e da alteração da susceptibilidade a reindução de crise.