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Morfologia de valência em categorias deverbais: um estudo sobre assimetrias

Processo: 14/26409-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Linguística, Letras e Artes - Linguística - Teoria e Análise Lingüística
Pesquisador responsável:Maria Filomena Spatti Sandalo
Beneficiário:João Paulo Lazzarini Cyrino
Instituição-sede: Instituto de Estudos da Linguagem (IEL). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/17869-7 - Fronteiras e assimetrias em fonologia e morfologia, AP.TEM
Assunto(s):Morfologia (linguística)   Sintaxe   Fonologia

Resumo

A literatura em Teoria Gerativa nos últimos anos vem fornecendo evidências para a análise puramente Sintática (vs. Lexical) de alguns processos que envolvem derivação morfológica, como as nominalizações (Chomsky, 1970; Marantz, 1997) e a morfologia de valência (Kratzer, 1994; Chomsky, 1995). Independentemente das possíveis opções estruturais para dar conta desses dois fenômenos morfológicos, no caso de uma análise puramente Sintática, é esperado que haja correspondência entre a estrutura do verbo e a estrutura da nominalização construída a partir dessa estrutura verbal. Seguindo esse raciocínio, se as marcas de valência fazem parte da estrutura verbal, é esperado que elas sejam mantidas na estrutura das nominalizações deverbais. Essa simetria esperada, no entanto, é observada apenas em algumas línguas, predominando em diversas línguas diversos tipos de assimetrias nesse sentido. Entre esses tipos é possível mencionar, por exemplo, a não-manutenção, nas categorias deverbais, das mesmas marcas de valência encontradas em verbos ou na existência de diferenças nos tipos de alternância de valência (cf. Haspelmath, 1993) a que se submetem os verbos e as categorias deverbais. Uma explicação, portanto é necessária, caso se queira manter a análise sintática de valência e nominalizações.A pesquisa planejada neste projeto propõe-se a explorar essas assimetrias afim de obter explicações possíveis, levando em conta aspectos da interface entre morfologia, sintaxe e fonologia. Isso se fará por meio de um levantamento de dados trans-linguísticos e seu estudo tipológico, seguido da análise teórica das generalizações obtidas. Pretende-se, com isso, fornecer contribuições na compreensão do status dos processos morfológicos em uma teoria que derive a estrutura de palavras e sentenças no mesmo componente gerativo, como a Morfologia Distribuída (Halle & Marantz, 1993). (AU)

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
JOÃO PAULO LAZZARINI CYRINO. Sincretismos morfológicos nas construções reflexivas e anticausativas em kadiwéu. DELTA: Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada, v. 34, n. 2, p. -, Jun. 2018.

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