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O comércio ambulante na Cidade de São Paulo: mundialização por baixo e conflitos urbanos

Processo: 15/09192-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 30 de novembro de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia Urbana
Pesquisador responsável:Vera da Silva Telles
Beneficiário:Regis Bernard Minvielle
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26116-5 - A gestão do conflito na produção da cidade contemporânea: a experiência paulista, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):16/09319-8 - De Dakar para São Paulo: a emergência de novas redes migratórias e comerciais, BE.EP.PD
Assunto(s):Comércio ambulante

Resumo

Sob uma abordagem sócio-antropológica, este projeto propõe pesquisar as redefinições e rearticulações do comércio ambulante em São Paulo, seguindo dois eixos de investigação: de um lado, as novas territorialidades - ou territorialidades redefinidas - do comércio ambulante, como desdobramentos das formas de controle postas em prática nos centros tradicionais do comércio informal em São Paulo (região das ruas 25 de março e Santa Ifigênia); se nessa região (e outras da cidade), o comércio de rua diminuiu drasticamente, ou mesmo desapareceu, o trabalhador ambulante se desloca e marca sua presença em outros lugares da cidade, em particular em pontos estratégicos da circulação e fluxos da mobilidade urbana, sob outras modalidades operatórias no exercício das suas atividades, em resposta à precariedade, insegurança e vulnerabilidade às formas de controle e repressão a que essas populações estão sujeitos. Por outro lado, esses deslocamentos sociais e territoriais parecem, desde os últimos anos, se articular com uma presença cada vez maior de novas levas de migrantes estrangeiros, que já fazem parte a paisagem paulista: africanos de diversas nacionalidades (senegaleses, nigerianos, angolanos, ivorianos), além de peruanos, paraguaios e também haitianos. Esse o segundo eixo da pesquisa: lançando-se, sob diversas modalidades, no comércio de rua, em vários pontos da cidade, essas práticas parecem se inscrever nas redes transnacionais do informal, articulando lugares de origem e os centros urbanos em que esses migrantes se instalam, operando também nas fronteiras incertas do legal e ilegal, quando esse comércio informal se entrecruza com tráficos diversos. Nesse caso, interessa investigar de que modo as atividades do comércio de rua terminam por tecer malhas de relações, de sociabilidades, tensões e conflitos que afetam dinâmicas sócio-urbanas.