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Estabelecimento e caracterização do modelo murino mg”loxP para estudos da Síndrome de Marfan

Processo: 15/12446-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica
Pesquisador responsável:Lygia da Veiga Pereira
Beneficiário:Carolina de Athayde Mendonça
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Síndrome de Marfan   Biologia molecular

Resumo

A síndrome de Marfan (SMF) é uma doença hereditária do tecido conjuntivo que demonstra extremo pleiotropismo e variabilidade clínica. Os sintomas cardinais ocorrem em três sistemas: esquelético, ocular e cardiovascular. Ela é causada por mutações no gene da Fibrilina-1 (Fbn1), que codifica importantes componentes da matriz extracelular. Em 1997, foi desenvolvido um primeiro modelo murino para estudos da doença: a linhagem mg”, cujos éxons 19-24 do gene da Fbn1 foram substituídos por um cassete de resistência à neomicina (neo). Análises dos animais demonstraram que a expressão do alelo mutante era extremamente reduzida quando comparada com a do selvagem. Esses resultados não estão de acordo com o modelo de dominância negativa proposto para a SMF, em que a fibrilina alterada seria expressa em altos níveis e interferiria na estabilização das microfibrilas. Provavelmente, a expressão reduzida deve-se à presença do gene neo que estaria interferindo na expressão da sequência no meio da qual ele foi introduzido. O sistema de recombinação Cre/lox-P é um método eficiente para se remover genes de resistência de animais geneticamente manipulados. Assim, foi desenvolvido o modelo mg”loxPneo, no qual o gene neo foi flanqueado por sequências lox-P. Quando cruzado com uma linhagem que expressa a Cre-recombinase, o cassete é excisado e, consequentemente, a expressão do alelo deveria ser aumentada. O presente trabalho pretende estabelecer essa nova linhagem (mg”loxP) e caracterizá-la genotípica e fenotipicamente.