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Potencialidades do fertilizante classe d proveniente de lodo de esgoto e resíduos sólidos no cultivo de palmito-juçara (Euterpe edulis) em sistema agroflorestal

Processo: 15/05878-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 31 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Recursos Florestais e Engenharia Florestal - Manejo Florestal
Pesquisador responsável:Ricardo Augusto Gorne Viani
Beneficiário:Ana Carolina Cardoso de Oliveira
Instituição-sede: Centro de Ciências Agrárias (CCA). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Araras , SP, Brasil
Assunto(s):Euterpe edulis   Silvicultura

Resumo

O sistema extrativista descontrolado de palmito-juçara (Euterpe edulis L.) na Mata Atlântica e a produção em volume crescente de lodo proveniente de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) são problemas distintos, porém ambos impactam sobre os recursos naturais, sendo necessárias alternativas que amenizem suas consequências. O lodo de esgoto quando tratado e processado adquire características que permitem seu uso na agricultura como fertilizante alternativo classificado como fertilizante orgânico Classe D. Esse fornece nutrientes, matéria orgânica e umidade, além de poder atuar como condicionador do solo em diversas culturas, inclusive a do palmito-juçara que, por ser uma espécie ameaçada de extinção, necessita de alternativas de cultivo visando diminuir sua exploração em ambiente nativo. O objetivo do trabalho é avaliar como esta espécie responde à aplicação de diferentes doses do fertilizante orgânico, cultivada em sistema agroflorestal com mogno-africano (Khaya spp.). O experimento será conduzido em campo no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar - Araras/SP), numa área onde, desde abril de 2013, estão implantadas 400 plantas de mogno-africano. O plantio do palmito-juçara será feito entre os mognos, em delineamento experimental de blocos ao acaso, sendo considerados cinco tratamentos: três diferentes doses do fertilizante orgânico classe D (2, 4 e 8 kg/cova), um com adubação convencional (NPK) e um tratamento testemunha, sem fertilização. Após o plantio e aplicação do fertilizante orgânico, as plantas de palmito-juçara serão avaliadas periodicamente quanto ao crescimento em altura e diâmetro do estipe. Dez meses após o plantio, amostras do solo próximo às plantas serão coletadas e analisadas quanto a propriedades químicas e biológicas. Os resultados dos tratamentos serão comparados por meio da ANOVA e, se significativo, pelo teste de Tukey. A adubação orgânica será comparada com a convencional, com o objetivo de conhecer qual dose do fertilizante orgânico produzirá resultados semelhantes aos atribuídos pelo fertilizante mineral.