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Análise volumétrica do hipocampo contralateral após cirurgia de lobo temporal: avaliação em pós-operatório imediato e tardio

Processo: 15/10369-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de agosto de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Clarissa Lin Yasuda
Beneficiário:Bruna Ferreira Silva
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07559-3 - Instituto Brasileiro de Neurociência e Neurotecnologia - BRAINN, AP.CEPID
Assunto(s):Epilepsia   Hipocampo   Neurologia

Resumo

Justificativa: A remoção cirúrgica das estruturas do lobo temporal mesial tem sido o tratamento de escolha para a epilepsia do lobo temporal mesial (ELTM), resultando em bom controle de crises para aproximadamente 65% dos pacientes. Diferentes abordagens cirúrgicas têm sido utilizadas para remover estruturas mesiais como hipocampo e amígdala, incluindo amigdalohipocampectomia seletiva ou mais tradicionalmente, a lobectomia temporal anterior. Apesar do bom controle das crises, existem poucos estudos que mostram a progressão de anormalidades estruturais após a cirurgia, tanto em áreas temporais e extra-temporais, mais especificamente em substância branca. No entanto, pouco se sabe sobre as mudanças estruturais pós-operatórias no hemisfério contralateral, mais particularmente na substância cinzenta e hipocampo. Dada a importância do hipocampo contralateral para o desempenho da memória e outras funções cognitivas, a investigação de possíveis alterações no pós-operatório é certamente de grande relevância. A melhor compreensão das mudanças dinâmicas que englobam o hipocampo contralateral pode fornecer alguns esclarecimentos sobre as alterações cognitivas observadas após a cirurgia. Recentemente avaliamos o volume do hipocampo contralateral após a cirurgia para TLE e observamos uma redução significativa, após um intervalo médio de 8 anos. No entanto, há uma falta de informação "temporal" sobre o processo que ocorre para o desenvolvimento de tais alterações. Da mesma forma, não existem dados relacionados com as alterações agudas no hemisfério contralateral (tanto temporais quanto extratemporais), que ocorrem logo após a cirurgia. Portanto, neste estudo, pretendemos realizar a volumetria manual do hipocampo contralateral em três momentos (pré-operatório, pós-operatório aguda (primeira semana) e de longo prazo pós-operatório (pelo menos 6 meses)) para os pacientes submetidos lobo temporal cirurgia para ELTM refratária com esclerose hipocampal. Também vamos comparar volumes do hipocampo em pacientes submetidos à corticectomia devido a outras causas para a epilepsia refratária (displasia cortical), bem como em voluntários saudáveis.Nossa hipótese é que a redução do volume do hipocampo ocorra especificamente em pacientes submetidos à cirurgia para ELTM refratária e que as mudanças agudas podem prever o volume hipocampal tardiamente, bem como as alterações cognitivas.Métodos: Análise Longitudinal de pacientes ELTM submetidos à amigdalohipocampectomia (15 indivíduos), pacientes com outras epilepsias submetidos a corticectomia (15 indivíduos) e voluntários saudáveis 15 com 2 ressonâncias magnéticas.Iremos realizar a volumetria manual do hipocampo contralateral com software Display (Instituto Neurológico de Montreal), utilizando-se imagens de ressonância magnética ponderadas em T1 com alta resolução (voxels de 1x1x1mm), adquiridas em scanner de 3T PHILIPS. Para os pacientes, vamos realizar volumetria em 3 scans: 1) pré-operatório, 2) aguda pós-operatória (1 semana no máximo) e 3) a longo prazo pós-operatório (6 meses no mínimo). O aluno irá executar a volumetria manual "cegamente"; ou seja, sem o conhecimento prévio a respeito da condição de sujeitos (pacientes ou controles), o tempo de decorrido após a cirurgia (aguda ou crônica), ou informações sobre o estado de controle das crises de pós-operatório.Exames de ressonância magnética e dados clínicos já foram coletados como parte da rotina de acompanhamento dos pacientes operados em nosso Serviço de Epilepsia.Para a análise estatística, vamos utilizar SPSS 22, aplicando General Linear Models (GLM) com ANOVA (medidas repetidas) para análise de 2 tempos e modelos mistos (Mixed Models) para a análise de 3 pontos ao longo do tempo.