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Karaiwa kumu, mekoro kumu: diferença e parentesco na perspectiva kaxuyana

Processo: 14/01858-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 28 de fevereiro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Antropologia - Etnologia Indígena
Pesquisador responsável:Renato Sztutman
Beneficiário:Luisa Gonçalves Girardi
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Kaxuyana   Quilombolas   Amazônia

Resumo

Este projeto propõe um estudo sobre as relações entre indígenas e quilombolas no Trombetas, curso d'água situado na Calha Norte do Pará, na região da Amazônia Setentrional. Vivenciadas por índios e negros nos últimos séculos, estas relações variaram entre a inimizade e o compadrio, sendo qualificadas segundo diferentes modalidades nas exegeses nativas. Tomando o ponto de vista de um povo conhecido como Kaxuyana como ponto de partida, a pesquisa procura dedicar-se a essas relações, esboçando, para tanto, algumas questões: como os mekoro, 'negros', são situados pelos índios, tendo em conta os usos, sentidos e efeitos das terminologias de parentesco e das categorias de alteridade nativas? Na perspectiva ameríndia, seriam estas relações comparadas - comparáveis - com as relações estabelecidas com outros seres que povoam sua cosmologia? De que maneira expressar-se-iam as conexões e dissensões entre estes seres, considerando-se as teorias nativas de agência, corpo e pessoa, isto é, de humanidade? A proposta esboçada por este projeto pretende verificar o rendimento destes problemas, de maneira a produzir uma "teoria etnográfica" (Goldman, 2006; Da Col & Graeber, 2011) sobre as relações entre os Kaxuyana e os mekoro.

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