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A fantasfera do mundo senciente

Processo: 15/13071-9
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2019
Área do conhecimento:Interdisciplinar
Pesquisador responsável:Maria Lucia Santaella Braga
Beneficiário:Adriano Messias de Oliveira
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Exatas e Tecnologia. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):18/02038-9 - As tecnologias monstruosas e as questões do humano no cinema, BE.EP.PD

Resumo

Este projeto se enquadra nos estudos do realismo especulativo (RE) e é consequência do desenvolvimento de meu doutorado em Comunicação e Semiótica, quando a confluência de percursos semiótico-psicanalíticos e cinematográficos me despertou o interesse sobre os objetos e ambientes sencientes, os quais, por sua vez, possuem ecologias próprias no âmbito de uma ontologia plana que rompe com as hierarquias tradicionais que tinham no seu topo o ser humano. O corpus selecionado concentra produções audiovisuais como o seriado Real Humans (2012) e filmes como Ela (2013) e Ex-Machina (2015), os quais anunciam modificações tecnológicas nos objetos e ambientes. A este mesmo contexto somam-se representações cinematográficas de um corpo humano cada vez mais biociborguizado. A principal hipótese é que as produções audiovisuais antecipam mudanças ontofilosóficas interdependentes do tecnológico, as quais são de válido interesse para a ciência, a filosofia e a psicanálise. O fantástico é o motivo predominante nas imagens moventes a serem estudadas, em cujas formas se pode apreender a problemática que se tece sob a perspectiva do RE. Por isso, acredito que o termo "fantasfera" (a grande esfera do fantástico) seja bastante para abrigar o diálogo entre o realismo especulativo e as profusas formas do fantástico no âmbito imagético. A metodologia envolve pesquisa bibliográfica e audiovisual e, para o estado da arte, mobilizamos autores como Lucia Santaella, Manuel Delanda, Elaine Graham, Donna Haraway, Graham Harman e Steven Shaviro, no campo do RE e da semiótica; Roger Dadoun, Jean-Claude Beaune, Noël Carroll, Cassou-Noguès e Jean-Louis Leutrat para o cinema fantástico; e, para a frente psicanalítica, fio-me às obras fundamentais de Sigmund Freud e Jacques Lacan.