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Micropropagação da espécie vegetal Uncaria tomentosa e Uncaria guianensis

Processo: 15/18071-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Programa Capacitação - Treinamento Técnico
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2015
Área do conhecimento:Ciências Exatas e da Terra - Química - Química Orgânica
Pesquisador responsável:Adriana Aparecida Lopes
Beneficiário:Guilherme Rodrigues Alves
Instituição-sede: Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP). Campus Ribeirão Preto. Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07349-9 - Alcalóides oxindólicos de Uncaria tomentosa: estudos biossintéticos e obtenção de análogos por biossíntese dirigida pelo precursor, AP.JP
Assunto(s):Produtos naturais   Uncaria guianensis

Resumo

A espécie Uncaria tomentosa (Rubiaceae) é conhecida popularmente como "unha-de-gato" por possuir espinhos em forma de garras. Esta espécie tem sido utilizada na medicina popular com um amplo espectro de atividades biológicas, como gastrite, úlcera, artrite, asma e anti-inflamatória. U. tomentosa faz parte das 8 plantas medicinais (PORTARIA n. 2982 da ANVISA) já liberada pela ANVISA para uso no tratamento de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Estudos químicos realizados mostraram a presença majoritária de alcalóides oxindólicos pentacíclicos seguido da presença de alcalóides indólicos, triterpenos glicosilados, esteróides e flavonóides. A avaliação biológica realizada com os metabólitos constitutivos demonstrou que os alcalóides oxindólicos pentacíclicos apresentam considerada atividade citotóxica frente a células tumorais (HEITZMAM et al., 2005; PILARSKI et al., 2010).Em função de suas propriedades terapêuticas, U. tomentosa adquiriu alto valor comercial no Brasil e no mundo. Esta espécie de Rubiaceae enfrenta ultimamente um eminente risco de extinção devido tanto ao extrativismo indiscriminado quanto ao desflorestamento de seus habitats naturais. No Brasil (Acre), a exportação de "unha-de-gato" intensificou-se nos últimos cinco anos, e atualmente a espécie está incluída na categoria "perigo em médio prazo" (POLLITO, 2004). Algumas iniciativas têm sido realizadas no intuito de minimizar o impacto do extrativismo e procurar alternativas para o aproveitamento sustentável da espécie. Essas ações envolvem o cultivo através de cultura "in vitro" para diminuição do tempo de reflorestamento. Pereira e colaboradores descrevem um protocolo para micropropagação da espécie U. tomentosa com alta porcentagem de germinação, crescimento rápido e identificação de uma concentração considerada dos AOP (37%) nas plântulas obtidas (MURASHIGE & SKOOG, 1962; PEREIRA et al., 2008). As espécies U. tomentosa e U. guianensis são muito parecidas do ponto de vista morfológico, o que gera dificuldade durante identificação. A fim de comparação do perfil químico destas espécies, propõe-se estudar também a espécie U. guianensis in vitro.