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Podridão floral dos citros: sensibilidade a fungicidas, caracterização molecular e dispersão de conídios secundários de Colletotrichum spp

Processo: 15/19564-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2015
Vigência (Término): 31 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Agronomia - Fitossanidade
Pesquisador responsável:Lilian Amorim
Beneficiário:André Bueno Gama
Supervisor no Exterior: Natália Aparecida Peres Lauretti
Instituição-sede: Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Florida, Gainesville (UF), Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:15/06007-2 - Podridão floral dos citros: definição do limiar de ação para controle químico e identificação de isolados resistentes a fungicidas, BP.MS
Assunto(s):Fitopatologia   Citricultura   Laranja   Podridão (doença de planta)   Fungicidas

Resumo

O Brasil é o maior produtor de laranjas do mundo, sendo a citricultura de grande importância no país. São Paulo foi responsável por aproximadamente 62% da produção dessa commodity no Brasil durante a safra de 2013. A podridão floral dos citros (PFC), causada por Colletotrichum acutatum e C. gloeosporioides, é uma importante doença na região sudoeste do Estado de São Paulo. Produtores baseiam suas pulverizações para controlar a doença unicamente na fenologia da planta, e não consideram a favorabilidade do clima para o desenvolvimento da doença. Isso pode favorecer a seleção de isolados resistentes de C. acutatum e C. gloeosporioides. Esta resistência acontece naturalmente na população, e esta mudança de sensibilidade aos fungicidas pode começar depois de um ou mais mutações, por exemplo. No Estado de São Paulo, desde 2010 os produtores estão utilizando uma mistura de tebuconazole e trifloxistrobina para controlar a podridão floral dos citros nos pomares. A resistência de fungos a estes fungicidas já foram relatadas na literatura. A fim de compreender melhor se houve mudança na sensibilidade desses fungos à trifloxistrobina e ao tebuconazol, é essencial saber quão sensíveis aos fungicidas uma população do patógeno foi antes destes produtos químicos terem sido usados amplamente. Outro aspecto desta doença que não é totalmente compreendido é o potencial de dispersão de conídios secundário produzidos em folhas de citros e, consequentemente, o seu papel na epidemiologia dessa doença. Esta pesquisa pretende analisar a sensibilidade de isolados, coletados pela Dra. Natalia Peres, de Colletotrichum spp. que nunca foram expostos à trifloxistrobina e ao tebuconazol. Esses isolados estão atualmente preservados no Gulf Coast Research and Education Center da University of Florida. A sensibilidade da população baseline serão avaliados por meio do crescimento micelial utilizando o método de Diluição em Gradiente Espiral, para que a EC50, isto é, a concentração eficaz capaz de inibir 50% do crescimento ou germinação de um agente patogénico, seja obtida. Os valores de EC50 serão comparados entre si pelo teste de Tukey a 5% de nível de significância. Regiões específicas do genoma relacionados com a resistência à estrobilurinas já descritas na literatura serão analisadas, ou seja, regiões do gene do citocromo b. Nesse propósito, reações de PCR serão realizadas utilizando pares de primers específicos (Cytb7/Cytb8 e Cytb11/Cytb12). A dispersão secundária de conídios de C. acutatum em folhas será também determinada. Folhas de citros serão inoculadas com esporos de Colletotrichum acutatum. As folhas inoculadas serão, em seguida, lavadas com extratos florais para induzir a produção de conídios secundários pelo apressório dos fungos. Estas folhas serão dispostas no interior de uma câmara sob condições controladas de luz e temperatura. Um ventilador portátil será colocado a 50 cm das folhas infectadas. Placas de Petri com meio específico para o crescimento de C. acutatum serão dispostas a distâncias conhecidas a partir do ventilador. Três tratamentos serão testados: fonte de inóculo submetida ao vento; fonte de inóculo submetida à água e ao vento; fonte de inóculo submetida ao extrato floral e ao vento. Após os tratamentos serem aplicados, as placas de Petri serão seladas e incubadas em uma câmara de crescimento de BOD. Após dois dias, o número de unidades formadoras de colônias será avaliado e os dados serão analisados por meio de regressão não-linear. (AU)

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