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Uso do sistema de armadilha óptica para avaliar o papel da proteína 14-3-3 de Drechmeria coniospora como adesina em Caenorhabditis elegans

Processo: 15/14459-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 14 de novembro de 2015
Vigência (Término): 13 de março de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada
Pesquisador responsável:Maria José Soares Mendes Giannini
Beneficiário:Liliana Scorzoni
Supervisor no Exterior: Jonathan Ewbank
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil
Local de pesquisa : Aix-Marseille Université (AMU), França  
Vinculado à bolsa:13/10917-9 - Modelos animais alternativos: virulência de diferentes espécies filogenéticas de Paracoccidioides e efeito das proteínas 43kDa e 30kDa e de seus anticorpos, BP.PD
Assunto(s):Virulência

Resumo

A interação fungos-hospedeiro é essencial para estabelecer a patogênese, nessa etapa participam moléculas envolvidas na adesão, também conhecidas como adesinas. Até o momento algumas adesinas foram identificadas em fungos patogénicos, para Paracoccidioides spp., são descritas a glicoproteína de 43 kDa, enolase, malato sintase, gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase, triosefosfato isomerase. A proteína de 30 kDa, que pertencente à família de proteínas é 14-3-3 tem se destacando como adesina deste fungo e pode ter um papel importante na paracoccidioidomicose. As proteínas da família 14-3-3 estão presentes em todos os eucariotos, são altamente conservado e têm a capacidade de se ligar a outras proteínas, resultando em ativação ou inibição de processos biológicos portanto, essas proteínas tem participação importante e complexa. Em Paracoccidioides spp.a proteína 14-3-3 tem sido descrita como uma adesina e sua expressão é maior em isolados com elevada taxa de adesão. Apesar de muitos anos de estudo de paracoccidioidomicose, a proteína 14-3-3 ainda não têm a sua ação elucidada na interação com o hospedeiro, além disso, devido a problemas éticos com o uso de mamíferos tornou-se necessário o desenvolvimento e aplicação de modelos animais alternativos. Caenorhabditis elegans é um nematóide amplamente utilizado como um modelo de infeção por diversos patógenos humanos importantes, na triagem para descoberta agente antifúngico e no estudo da imunidade inata. As limitações das metodologias convencionais em matéria de controle espacial e temporal entre o hospedeiro e o microrganismo gerou o desenvolvimento de técnicas de pinças ópticas para investigar interação patógeno-hospedeiro e a dinâmica do processo biológico. O uso de armadilhas ópticas ou pinças ópticas aparece cada vez mais na pesquisa biológica para capturar e manipular fisicamente células. Recentemente, o desenvolvimento de um sistema composto por pinças ópticas responsáveis para o movimento de vários objetos juntamente com um microscópio confocal para aquisição de imagem tridimensional permitem o estudo da interação de Drechmeria coniospora - C. elegans para investigar precisamente a adesão do fungo ao C. elegans. Neste contexto o sitema armadilhas ópticas acoplada a produção de imagem é uma tecnologia promissora para estudar a adesão e pode elucidar o papel de proteínas específicas como 14-3-3 usando o modelo de patógenos-hospedeiro in vivo. Além disso, a semelhança de sequência entre a proteína 14-3-3 D. coniospora e Paracoccidioides brasiliensis é de 79%, permitindo a utilização deste modelo bem estabelecido neste estudo. (AU)