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Estudo funcional de genes e/ou seus produtos proteicos relacionados ao metabolismo energético e modulados nas células BME26 pela infecção por A. marginale

Processo: 15/18271-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 29 de fevereiro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Bioquímica de Microorganismos
Pesquisador responsável:Sirlei Daffre
Beneficiário:Mario Thiego Fernandes Pacheco
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26450-2 - Caracterização molecular das interações entre carrapatos, riquétsias e hospedeiros vertebrados, AP.TEM
Assunto(s):Anaplasmose   Parasitologia   Metabolismo celular

Resumo

O carrapato Rhipicephalus microplus é o principal ectoparasita bovino no hemisfério sul e importante vetor da Anaplasma marginale. Esta bactéria é responsável pela anaplasmose, uma doença que acomete os rebanhos e causa sérios prejuízos econômicos à pecuária no Brasil. A A. marginale é uma bactéria intracelular obrigatória que apresenta um genoma reduzido, o que aumenta sua dependência pela célula hospedeira em termos metabólicos, como fornecimento de fontes de carbono, aminoácidos, lipídios e micronutrientes (Brayton et al., 2005). Dados da literatura indicam que fontes importantes de carbono, como glicose, glicogênio e triglicerídeos, não podem ser diretamente metabolizados pela A. marginale, uma vez que esta não apresenta em seu genoma os genes codificadores das enzimas responsáveis pela hidrólise destes compostos, dependendo possivelmente de outras fontes de carbono da célula hospedeira, como aminoácidos. Além disso, poucos genes codificadores de enzimas envolvidas na biossíntese de aminoácidos foram identificados, sendo que apenas as vias de biossíntese dos aminoácidos prolina, glutamina e glicina estão completas (Brayton et al., 2005). Corroborando com a hipótese de que a bactéria depende da célula hospedeira para sua sobrevivência, dados obtidos em nosso laboratório indicaram que células embrionárias do carrapato (linhagem BME26) apresentam um aumento nos níveis de vários transcritos relacionados com a glicólise, o ciclo do ácido cítrico e o metabolismo de aminoácidos (biossíntese de glutamato e aspartato) quando infectadas com A. marginale. Aliado a isso, dados de proteoma diferencial de BME26 infectadas por A. marginale mostraram que várias enzimas do ciclo do ácido cítrico, assim como os componentes da via de síntese de alguns aminoácidos, tiveram seus níveis aumentados. Estes resultados podem indicar um aumento do metabolismo energético da célula com um maior consumo de fontes de carbono para a produção de intermediários relevantes para a bactéria. Até o presente momento não existem estudos do metabolismo energético do ponto de vista da interação carrapato- A. marginale. Portanto, identificar os componentes das vias metabólicas das células que são explorados para a sobrevivência e multiplicação da A. marginale é relevante para o controle da anaplasmose, uma vez que, a falha na aquisição destes poderia limitar a capacidade da bactéria de colonizar o hospedeiro.