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Regulação da fosforilação de maspina pela via de EGFR

Processo: 15/16384-8
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 08 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 07 de agosto de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Nathalie Cella
Beneficiário:Mariana Tamazato Longhi
Supervisor no Exterior: Barry M. Gumbiner
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Local de pesquisa : Seattle Children’s Hospital, Estados Unidos  
Vinculado à bolsa:13/00815-4 - O papel de maspina na migração e proliferação celular, BP.DR
Assunto(s):Transdução de sinais   Fosforilação   Maspina   Intercâmbio de pesquisadores

Resumo

Maspina (mammary serpin) é uma proteína de 42 kDa pertencente à superfamília das serpinas (serine protease inhibitor) devido à homologia de sequências, no entanto, seu mecanismo de ação independe da inibição de proteases como indicado pela nomenclatura adotada. A proteína foi identificada em 1994 na busca por genes expressos em células epiteliais mamárias normais, porém ausentes em tumores de mama. Entre os efeitos biológicos de maspina estão a modulação da adesão, a inibição do crescimento e a invasão tumoral, a inibição da angiogênese, o efeito pró-apoptótico e o controle da resposta ao stress oxidativo. Esta diversidade de funções se reflete nos inúmeros ligantes de maspina e na sua localização subcelular, já que é encontrada na membrana plasmática, no citoplasma, núcleo e mitocôndrias. Estudos clínicos indicam que a localização nuclear de maspina, ao invés de seus níveis de expressão, se correlaciona com bons fatores de prognósticos e sobrevida global em alguns tipos de câncer, incluindo câncer de mama. Vários estudos indicam que maspina é regulada por modificações pós-traducionais, no entanto, pouco se sabe sobre como essas alterações regulam suas atividades biológicas, localização subcelular e as vias intracelulares envolvidas. Utilizando a linhagem celular MCF-10A de epitélio mamário não transformado como modelo experimental, identificamos quatro diferentes formas de maspina, das quais três foram sensíveis ao tratamento com fosfatase ácida, o que sugere que são formas fosforiladas. Nossos resultados indicam que o tratamento com EGF aumenta os níveis de maspina fosforilada e promove o acúmulo da proteína no núcleo, enquanto anfiregulina secretada autocrinamente regula somente a fosforilação de maspina. Esta observação sugere que a fosforilação de maspina e sua localização subcelular são reguladas por ligantes de EGFR. O objetivo deste projeto é identificar sinais downstream na via de EGFR envolvido na fosforilação de maspina. (AU)