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Consumo de peixes e poluição por metais: avaliação de risco para a saúde humana

Processo: 15/15421-7
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado
Vigência (Início): 15 de fevereiro de 2016
Vigência (Término): 14 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Enfermagem - Enfermagem de Saúde Pública
Pesquisador responsável:Susana Segura Muñoz
Beneficiário:Carolina Sampaio Machado
Supervisor no Exterior: Marti Nadal
Instituição-sede: Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universitat Rovira i Virgili (URV), Espanha  
Vinculado à bolsa:13/03858-6 - Quantificação do risco para a saúde humana por múltiplas vias de exposição a poluentes químicos e potencial carcinogênico às comunidades adjacentes ao Rio Pardo, Brasil, BP.DR
Assunto(s):Bioacumulação   Método de Monte Carlo   Metais   Peixes   Saúde ambiental

Resumo

A bioacumulação de metais em peixes ocorre mesmo quando a concentração destes elementos na água está em níveis quase indetectáveis. Isto é devido ao tempo de exposição do animal à poluição em ambientes habitados, ao longo do seu ciclo de vida. Com o objetivo de orientar as práticas para uma dieta equilibrada, médicos e nutricionistas sugerem o consumo freqüente de peixes, conhecidos por serem rica fonte de proteínas, ácidos graxos, ômega 3, vitaminas e com baixa concentração de gorduras. No entanto, em contraste com as vantagens inerentes ao consumo regular de peixe, o risco de exposição a produtos químicos, tais como metais pesados, que podem representar sinal de alerta aos consumidores. A pesca de peixes de água doce por pessoas que vivem perto de rios é uma alternativa viável ao consumo de proteínas, em comparação com o elevado custo da carne bovina e suína. Em comunidades costeiras, sabe-se que o consumo de peixes é em torno de 380-600 gramas por habitante por dia, e, caso haja contaminação desses peixes por metais pesados, a ingestão pode ser uma importante fonte de exposição às pessoas. Estudos têm mostrado que no Brasil as pessoas ainda utilizam os critérios sensoriais para escolha do peixe a ser adquirido para consumo, indicando a necessidade de estudos que determinem os contaminantes químicos em peixes consumidos no país e incentivos à educação nutricional à população. As avaliações de risco para a saúde humana associados ao consumo de peixes mostram-se como metodologias eficientes no contexto da saúde pública, visando demonstrar o risco carcinogênico e não-carcinogênico para populações vulneráveis, além de permitir que sejam tomadas as decisões necessárias, a fim de prevenir problemas de saúde. O grupo de pesquisa TecnATox na Universitat Rovira i Virgili em Reus e Tarragona, Catalunha, Espanha, possui vasta experiência na investigação dos riscos à saúde humana associados à ingesta de alimentos contaminados. O TecnATox conta também com estrutura laboratorial e tecnológica de última geração para quantificação de contaminantes químicos. Os objetivos deste estudo são determinar as concentrações dos metais As, Cd, Cr, Cu, Hg, Mn, Ni, Pb, Tl e Zn em peixes de água doce e água salgada mais consumidos no Brasil; avaliar os riscos carcinogênicos e não-carcinogênicos associados ao consumo de peixe através da simulação Monte Carlo.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MACHADO, CAROLINA S.; FREGONESI, BRISA M.; ALVES, RENATO I. S.; TONANI, KARINA A. A.; SIERRA, JORDI; MARTINIS, BRUNO S.; CELERE, BEATRIZ S.; MARI, MONTSE; SCHUHMACHER, MARTA; NADAL, MARTI; DOMINGO, JOSE L.; SEGURA-MUNOZ, SUSANA. Health risks of environmental exposure to metals and herbicides in the Pardo River, Brazil. Environmental Science and Pollution Research, v. 24, n. 25, p. 20160-20172, SEP 2017. Citações Web of Science: 11.

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