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Yes, nós temos Coca-Cola: práticas e sociabilidades dos Estados Unidos na alimentação do Recife (1930-1950)

Processo: 15/02436-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 31 de março de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - História - História do Brasil
Pesquisador responsável:Henrique Soares Carneiro
Beneficiário:Frederico de Oliveira Toscano
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):17/09652-1 - Yes, nós temos Coca-Cola: práticas e sociabilidades dos Estados Unidos na alimentação do Recife (1930-1950), BE.EP.DR
Assunto(s):Hábitos alimentares   Culinária   Modernidade   Recife (PE)

Resumo

Até as três primeiras décadas do século XX, o Brasil era uma ainda jovem república que buscava mostrar-se moderna, especialmente através de intervenções urbanas protagonizadas por capitais como o Rio de Janeiro, São Paulo, Belém e o Recife. Durante este período e também antes dele, o país apresentava forte influência da cultura francesa, que perpassava diversos aspectos da sociedade, incluindo-se aí a alimentação. Contudo, a partir de 1930, começa a surgir uma mudança nesse paradigma, quando filmes, músicas, danças e demais elementos de outra cultura, desta vez a estadunidense, começam a se fazer mais e mais presentes entre os brasileiros. Os norte-americanos se tornariam, no período entre guerras e particularmente após 1945, a maior potência econômica do ocidente, tirando da França a primazia cultural e exemplo a ser almejado por outros países. No Brasil, isso se daria visivelmente em sua região Nordeste, particularmente nas capitais que receberam e mantiveram bases militares norte-americanas, fruto de acordos bilaterais de auxílio mútuo entre Vargas e Roosevelt. O Recife concentraria o comando das forças nacionais, dado seu posicionamento geográfico estratégico e estrutura urbana, preparando-se para uma invasão inimiga que jamais se concretizou e recebendo centenas de soldados estrangeiros. Nesse período os recifenses conviveram intensamente com esses militares, acarretando um intercâmbio cultural que aceleraria a mudança do paradigma cultural francês para o norte americano. Essa alteração se deu em diversos aspectos, sendo o alimentar o objeto do presente trabalho, abordando os hábitos e costumes culinários que surgiram ou foram transformados dentro da sociedade local, que continuaria a se metamorfosear durante os anos seguintes, influenciada pelo rádio e também por um novo veículo de informação; a televisão, a partir dos anos 1950. A sociabilidade gastronômica advinda dessas mudanças é de particular interesse, especialmente no que tange as diferenças entre o modelo propagado pela França e pelos Estados Unidos, as camadas sociais envolvidas e sua participação, a problemática de gêneros, as estratégias e táticas de consumo, além dos produtos, preparações, técnicas, utensílios, equipamentos, publicidade e demais aspectos que remetam ao comer e ao beber do período estudado, ajudando a construir uma narrativa que investigue uma parte ainda pouco estudada da formação da culinária nacional e da sociedade brasileira. (AU)

Matéria(s) publicada(s) na Revista Pesquisa FAPESP sobre a bolsa::
Prato cheio para historiadores 

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
TOSCANO, Frederico de Oliveira. Yes, nós temos coca-cola: o ideal da fartura norte-americana na mesa do Nordeste (1930-1964). 2019. Tese de Doutorado - Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas São Paulo.

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