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Estudo sobre a interação do óleo diesel marítimo e os biopolímeros beta-quitina e quitosana

Processo: 15/10362-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 30 de junho de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Química de Macromoléculas
Pesquisador responsável:Isabella Cristina Antunes da Costa Bordon
Beneficiário:Mayra de Freitas Preto
Instituição-sede: Instituto de Biociências (IB-CLP). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus Experimental do Litoral Paulista. São Vicente , SP, Brasil
Assunto(s):Quitosana   Lulas   Biotecnologia   Quitina

Resumo

A quitosana é um biopolímero cuja obtenção comumente ocorre a partir da quitina, um polissacarídeo encontrado em diversos organismos, como no endoesqueleto de cefalópodes. Dentre os cefalópodes, os indivíduos da família Loliginidae possuem uma conhecida importância econômica e sua coleta e processamento gera grande volume de resíduos, tais como os gládios, que são ricos em proteínas e beta-quitina. Os grupos amino presentes na quitosana conferem a capacidade de interação com íons metálicos, proteínas e lipídeos, entre outros analitos, de maneira que já vem sendo explorada para o tratamento de efluentes industriais e de águas, e também estudada para a remoção de óleo da água. Constata-se a relativa escassez de trabalhos com quitosanas obtidas a partir de beta-quitina, embora seja conhecido que as brandas condições reacionais de sua conversão resultem em amostras com massa molar mais elevada. Além disso, em função da maior reatividade de beta-quitina em comparação com alfa-quitina, a forma mais comum, é possível preparar quitosanas extensivamente desacetiladas, o que, juntamente com a elevada massa molar, aumenta sua capacidade de interação com diferentes analitos. Neste trabalho, gládios de lulas (Doryteuthis plei e D. sanpaulensis), ²-quitina extraída dessa biomassa e quitosana preparada a partir de ²-quitina pela aplicação da desacetilação assistida por irradiação de ultrassom de alta intensidade, serão avaliados quanto à capacidade de remoção de óleo diesel marítimo da água artificialmente salgada em sistemas simulados em laboratório. Amostras de gládios, de b-quitina e de quitosana serão trituradas até a forma de pó por meio um micromoinho de rotor vertical com facas móveis. Ao final desta etapa, os grãos serão peneirados e o seu tamanho médio determinado. Todo o material será caracterizado quanto à porosidade, superfície específica e morfologia, através das técnicas porosimetria de mercúrio, BET (adsorção e desorção de N2) e microscopia eletrônica de varredura, respectivamente. b-quitina e quitosana também serão caracterizadas quanto a grau médio de acetilação, massa molar e média viscosimétrica. Então, uma mistura de 40 mL de água Milli-Q, 3 mL de óleo diesel marítimo e 3 g de sorvente em forma de pó será preparada em triplicata e agitada por 15 minutos a 360 rpm. Após esse período, a suspensão será separada por filtração, as quantidades de óleo remanescentes nas soluções serão medidas com o auxílio de provetas graduadas e será feito o cálculo de capacidade de remoção de óleo para cada sorvente. Os procedimentos descritos serão realizados novamente em triplicata, mas com água artificialmente salgada simulando água marinha (salinidade aproximada de 30). Os resultados serão descritos em relação às medidas de tendência central e dispersão de dados (valores mínimos e máximos, média e desvio padrão), e serão comparados por meio de análise de variância fatorial (ANOVA) para verificar diferenças estatisticamente significativas na remoção.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
PRETO, MAYRA F.; CAMPANA-FILHO, SERGIO P.; FLAMINGO, ANDERSON; COSENTINO, IVANA C.; TESSARI-ZAMPIERI, MARIA C.; ABESSA, DENIS M. S.; ROMERO, AGATA F.; BORDON, ISABELLA C. Gladius and its derivatives as potential biosorbents for marine diesel oil. Environmental Science and Pollution Research, v. 24, n. 29, SI, p. 22932-22939, OCT 2017. Citações Web of Science: 1.

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