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Papel da angiotensina na lesão por isquemia morna e reperfusão in vivo em fígados de ratos normais

Processo: 15/10996-1
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de setembro de 2015
Vigência (Término): 31 de agosto de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina
Pesquisador responsável:Márcia Regina Nagaoka
Beneficiário:Raphael Manzato Petrolini
Instituição-sede: Instituto de Saúde e Sociedade (ISS). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus Baixada Santista. Santos , SP, Brasil
Assunto(s):Fígado   Apoptose   Angiotensinas   Gastroenterologia

Resumo

A lesão por isquemia e reperfusão hepática é caracterizada por um período de isquemia, com interrupção do fluxo sanguíneo e falta de oxigênio e nutrientes para as células, seguida do restabelecimento do fluxo e, consequentemente, da oxigenação, em um processo chamado de reperfusão. A reperfusão aumenta o dano causado pelo período isquêmico e esta lesão possui impacto direto na viabilidade do órgão. Essa lesão é tópico de estudos intensos nas últimas décadas já que está envolvida em muitos cenários clínicos, incluindo choque hemorrágico, trauma, ressecção hepática e transplante. Durante isquemia, há perda do equilíbrio entre mediadores vasoativos causando forte alteração na microcirculação hepática. Na reperfusão, há ativação das células de Kupffer e subsequente síntese de citocinas inflamatórias, que agrava ainda mais as alterações na microcirculação, além de produção de espécies reativas do oxigênio e nitrogênio, recrutamento e infiltração de leucócitos, ativação do sistema imune, e muitos outros efeitos que aumentam o dano tecidual. A morte celular, como um evento final aos danos da lesão por isquemia e reperfusão pode ocorrer por necrose ou apoptose e deve ter sua intensidade controlada, visto que é a principal responsável por complicações pós cirúrgicas.O sistema renina-angiotensina compreende angiotensinogênio circulante, sintetizado pelo fígado, que por ação da renina, libera o decapeptídeo angiotensina I (AI). A enzima conversora de angiotensina (ECA), por sua vez, converte AI em um produto biologicamente ativo, a angiotensina II (AII). Existem dois principais tipos de receptores para AII, o tipo I (AT1) e o tipo II (AT2). Ambos são receptores com 7 domínios transmembrana, porém possuem diferentes efeitos farmacológicos, sendo o receptor AT1 o mediador das principais ações fisiológicas da AII. A função do receptor AT2 está sob investigação. Terceiro receptor recentemente bastante estudado é o Mas, mas ainda seu papel é controvérsio. A participação do Mas foi descrita em isquemia e reperfusão cardíaca, sendo sugerido que seu bloqueio possa ser nova estratégia terapêutica.Recentemente o papel da AII vem sendo estudado pelo nosso grupo através da isquemia a frio, demonstrando aumento da morte celular na presença de AII e resultados promissores na consequente redução da morte quando esse peptídeo tem sua ação bloqueada. Assim, o presente projeto visa estudar o papel da AII em modelo experimental de isquemia parcial morna (30-60 min) e reperfusão in vivo (1h, 6h ou 24h) de fígados de ratos normais.Para tanto utilizaremos o sistema de perfusão de fígado isolado e para avaliar a lesão por isquemia e reperfusão, serão analisados marcadores bioquímicos, como liberação de enzimas marcadoras de lesão (AST, ALT), depuração de bromossulfaleína, consumo de oxigênio, secreção de bile e liberação de glicose pelos fígados reperfundidos. A morte celular será avaliada por análise histológica, através do corante de exclusão azul de Tripan, detecção de mono e oligonucleossomas por ELISA e quantidade de caspase-3 clivada utilizando a técnica de Western Blot. Também por Western Blot será avaliado o papel dos receptores de cininas B1 e B2, bem como os receptores de angiotensina AT1 e MAS.Esse estudo visa auxiliar no entendimento dessa lesão para que futuramente sua participação na morbidade e mortalidade após cirurgias hepáticas seja praticamente nula ou de algum modo controlada.