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Formação de corpúsculos lipídicos e produção de eicosanóides em macrófagos derivados de medula óssea ativados pela via clássica/alternativa, associados a tumores

Processo: 15/19975-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de outubro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia
Pesquisador responsável:Lúcia Helena Faccioli
Beneficiário:Edson Alves Gabriel Junior
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/07125-6 - Novos aspectos funcionais dos eicosanóides, AP.TEM
Assunto(s):Leucotrienos   Prostaglandinas   Melanoma   Eicosanoides   Macrófagos   Transformação celular neoplásica

Resumo

Os macrófagos são células extremamente versáteis. O padrão de ativação de macrófagos é induzido a partir da presença de fatores no microambiente celular, polarizando-as em dois padrões distintos: ativação clássica (M1) ou ativação alternativa (M2). Macrófagos M1 são importantes indutores da resposta Th1. Eles são fundamentais na resposta imune contra microorganismos intracelulares e tumores. Macrófagos M2 são mais heterogêneos, mas geralmente desempenham um papel na resposta imune Th2, como morte e encapsulamento de parasitas extracelulares, inibindo a inflamação do tipo Th1, e promovendo a reparação e remodelação tecidual. Macrófagos M2 também têm desempenhado papel na imunoregulação e promovendo a progressão de tumores. Macrófagos M1 e M2 não são só distintos em relação à função, mas também pela diferentes expressões de receptores e enzimas relacionadas ao metabolismo. Os mediadores lipídicos produzidos por macrófagos e que atuam de forma efetiva na ativação da resposta imune inata, são originários do ácido araquidônico (AA), que é um ácido graxo de 20 carbonos, precursor dos eicosanoides. Macrófagos associados ao tumor (MATs) tem sido alvo de atenção por estarem pouco relacionados com a destruição de células tumorais localmente. Ao contrário, suas funções se dão curiosamente em favor do desenvolvimento do tumor. Entre os efeitos tumorigênicos relacionados ao aumento dos níveis de PGs em tecidos, estão incluídos: estimulação da mitogênese, crescimento celular, estimulação da angiogênese, e resistência a apoptose. Assim, o entendimento do fenótipo de MATs e a correlação com o metabolismo de eicosanoides podem levar a intervenções dirigidas antitumorais.