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Estudo da interação de MDCS e pDCs com o fungo Paracoccidioides Brasiliensis

Processo: 15/21069-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2015
Vigência (Término): 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Flávio Vieira Loures
Beneficiário:Vivian Araujo Barbosa
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/04783-2 - Estudo da função das células dendríticas plasmocitóides e mielóides frente à infecção pelo fungo Paracoccidioides brasiliensis, AP.JP
Assunto(s):Paracoccidioidomicose   Imunidade inata   Imunidade adaptativa

Resumo

As células dendríticas (DCs) são o principal elo entre as imunidades inata e adaptativa. Dependendo da subclasse e padrão de ativação exercem importante função reguladora de fenômenos imunológicos protetores e deletérios aos hospedeiros. Na paracoccidioidomicose (PCM), micose sistêmica de maior incidência na América Latina, a função das DCs tem sido pouco estudada, apesar de diversos trabalhos terem caracterizado os principais parâmetros da resposta imune adaptativa nas formas branda e grave da doença. Em trabalho anterior demonstrou-se que a resistência e susceptibilidade ao Paracoccidioides brasiliensis estavam associadas a diferentes subpopulações e funções de DCs. Além disso, em trabalho desenvolvido na Universidade de Massachussets pude demonstrar que as DCs plasmocitoides (pDCs), originalmente descritas como as principais reguladoras das infecções virais, exercem um eficiente controle sobre o crescimento de hifas do Aspergillus fumigatus, e são capazes de externar seu DNA formando estruturas semelhantes a extracellular traps quando em contato com o fungo. Estes dados justificam novos estudos que possam aprofundar os conhecimentos sobre a função das DCs (mieloides e plasmocitoides) na PCM pulmonar humana e murina. Pretendemos estudar a atividade fagocítica, fungicida, produção de citocinas e função apresentadora de antígenos das DCs frente ao P. brasiliensis. O estudo será desenvolvido com células de indivíduos sadios, assim como com células oriundas de pacientes que sofrem da forma adulta da doença. Além disso, disporemos da linhagem celular de pDCS GEN2.2. Como estudo complementar, experimentos serão realizados com camundongos para melhor compreendermos o papel das pDCs e dos IFN do tipo I na PCM. Deste modo, estudaremos vários parâmetros da resposta imune de camundongos C57Bl/6 deficientes para o IFN-±²R e depletados de pDCs, utilizando anticorpos monoclonais, em relação aos seus controles normais.

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