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Estudo das alterações tímicas e dos linfócitos CD4+CD8+ extratímicos durante a evolução da encefalomielite experimental autoimune

Processo: 15/10107-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de novembro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Celular
Pesquisador responsável:Alessandro dos Santos Farias
Beneficiário:Carolina Francelin de Andrade
Instituição-sede: Instituto de Biologia (IB). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:11/18728-5 - Estudo do padrão migratório, efetor e regulador dos Linfócitos T auto-reativos, previamente transduzidos com GFP, nas doenças desmielinizantes experimentais, AP.JP
Assunto(s):Autoimunidade   Linfócitos T

Resumo

A esclerose múltipla (EM) é uma doença inflamatória autoimune crônica que acomete o Sistema Nervoso Central (SNC), em decorrência da resposta autoagressiva contra componentes (antígenos) da bainha de mielina que circunda as fibras nervosas do SNC. A encefalomielite experimental autoimune (EAE) é o modelo de doença autoimune mediada por linfócitos T utilizado, uma vez que essas doenças podem ser transferidas adotivamente para animais saudáveis por transferência de linfócitos T CD4+ previamente sensibilizados ao neuroantígeno da bainha de mielina. Acredita-se que, em humanos, a esclerose múltipla também seja mediada pela ativação de células T auto-reativas (específicas para bainha de mielina) que entram no SNC e iniciam uma resposta inflamatória autoagressiva crônica. A população de linfócitos T encontrada nos órgãos periféricos de um organismo é formada pelas células T geradas e educadas no timo. O timo, órgão responsável pela produção dos linfócitos T, possui um arcabouço tridimensional formado por uma rede complexa de células epiteliais tímicas (TEC), células dendríticas (DC), células vasculares e mesenquimais. O completo desenvolvimento de células T depende da constante migração dos precursores hematopoiéticos através do microambiente tímico e esta migração é fundamental para que as células T encontrem os sinais necessários para sua sobrevivência, proliferação, diferenciação e geração de diversidade de repertório. Considerando que os linfócitos T têm sua origem no timo e que este órgão é fundamental para o correto desenvolvimento dos linfócitos T e seleção de linfócitos T auto-reativos, a análise do timo durante a EAE é importante para um melhor entendimento da desregulação dos linfócitos T encontrada em pacientes com esclerose múltipla e em camundongos com EAE. Dados preliminares do nosso laboratório demonstraram que animais com EAE apresentam significativa involução tímica, acompanhada por alteração na celularidade de timócitos em desenvolvimento e disrupção do arcabouço tímico caracterizado pela perda da delimitação cortico-medular e alteração no padrão de expressão de citoqueratinas específicas para células epiteliais tímicas corticais e medulares. Além disso, linfócitos considerados imaturos (por apresentar o fenótipo duplo positivo (CD4+CD8+)) foram encontrados no SNC durante a fase de exacerbação da doença, sugerindo fortemente o comprometimento funcional do timo durante a evolução clínica da EAE. Desta forma, pretendemos com o desenvolvimento desse projeto aprofundar a caracterização das possíveis alterações nos compartimentos linfoide e estromal do timo, bem como a funcionalidade tímica durante a evolução clínica da EAE.