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Quedas com fraturas em idosos: seria a qualidade do sono uma variável a ser considerada?

Processo: 15/07328-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de novembro de 2015
Vigência (Término): 31 de outubro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Cirurgia
Pesquisador responsável:Evandro Pereira Palacio
Beneficiário:Gabriella Gomes de Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA). Secretaria de Desenvolvimento Econômico (São Paulo - Estado). Marília , SP, Brasil
Assunto(s):Idosos   Fraturas   Sono

Resumo

Introdução e Objetivo: As alterações na qualidade do sono, inerentes ao processo natural de saúde e envelhecimento, representam hoje - no Brasil e no mundo - uma importante questão de saúde pública, apesar da pouca atenção que ainda recebem quanto ao seu cuidado adequado. Muitos quadros de quedas em idosos encontram-se intimamente relacionados ao declínio funcional e cognitivo dos mesmos, gerando consequências significativas na saúde física e mental desses indivíduos. O reconhecimento precoce e manejo correto de tais situações, por parte dos profissionais de saúde, melhorariam significativamente a qualidade de vida destes pacientes, diminuindo a probabilidade de quedas e minimizando o impacto financeiro dentro do Sistema Único de Saúde, que poderiam ser revertidos para outras questões igualmente importantes. Apesar de sua alta prevalência, as quedas com idosos não são tratadas de maneira a englobar toda a ampla esfera dos fatores causadores e, o menosprezado cuidado com o sono é um exemplo disto, haja vista as evidências apresentadas neste trabalho de que seu manejo adequado provavelmente melhoraria de maneira considerável a tão almejada qualidade de vida. Desse modo, é imprescindível que os profissionais da saúde rastreiem e saibam como tratar e/ou referenciar apropriadamente os pacientes idosos com a qualidade do sono prejudicada, fazendo a prevenção de maneira global das quedas. Assim, objetivo principal desta pesquisa é o de correlacionar a qualidade do sono/repouso de indivíduos acima de 65 anos com a ocorrência de quedas com fraturas dos mesmos, por meio da aplicação de questionários padronizados e validados em Português. Pacientes e Métodos: Serão selecionados pacientes consecutivos, com diferentes características pessoais, socioculturais e profissionais, que derem entrada no departamento de Ortopedia, Traumatologia e Medicina do Esporte da Faculdade de Medicina de Marília, por demanda espontânea ou referenciada, com diagnóstico de fratura (CID-10: "S"), de origem traumática, relacionadas a quedas, sem causa aparente. Todos os pacientes serão submetidos ao Protocolo de Coleta de Dados para que sejam aplicados os critérios de inclusão e exclusão. Serão incluídos neste estudo, todos os pacientes maiores de 65 anos com fraturas por queda, sem causa aparente. Serão excluídos deste estudo, os pacientes com dificuldade de locomoção independente; pacientes portadores de doenças sistêmicas, não controladas, que possam desencadear ou agravar as chances de queda, como: diabetes, hipertensão, hipotireoidismo, artrite reumatoide, alterações psíquicas. As escalas de avaliação, Pittsburgh, Epworth e FES-I, serão aplicadas a todos os participantes incluídos na pesquisa, sempre pelos mesmos membros da equipe de pesquisa (alunos da graduação médica). Ao final do estudo, os pesquisadores terão, no mínimo, 132 questionários os quais serão submetidos aos métodos consagrados de análise estatística, investigando a significância dos resultados obtidos, procurando sempre aliar a relevância e eficácia dos instrumentos utilizados frente à realidade, tendo em vista também a implementação prática e futura de tais rotinas de atendimento. Os resultados dos procedimentos estatísticos serão apresentados em tabelas e gráficos, contendo medidas descritivas de tendência central (média) e variabilidade (desvio-padrão), com os respectivos indicadores de significância. Justificativa: Considerando que os problemas relacionados ao sono/repouso são extremamente comuns no segmento da população acima dos 65 anos de idade e que tais alterações são subestimadas pelos profissionais da saúde, principalmente da área Ortopédica e, finalmente, considerando que os quadros de fraturas, e tratamentos das mesmas, geram altos custos financeiros, sociais e emocionais, para os pacientes, familiares e Estado, os autores propõem este projeto de pesquisa.