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Estudo preliminar da adição de partículas de vitrocerâmica bioativa na composição de sistemas adesivos experimentais

Processo: 15/17917-0
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Odontologia - Materiais Odontológicos
Pesquisador responsável:Fernanda de Carvalho Panzeri Pires de Souza
Beneficiário:Fernanda de Carvalho Panzeri Pires de Souza
Anfitrião: Jean-Francois Roulet
Instituição-sede: Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Local de pesquisa : University of Florida, Gainesville (UF), Estados Unidos  
Assunto(s):Vitrocerâmica   Adesivos dentinários   Resistência de união (odontologia)

Resumo

Materiais bioativos são utilizados devido à sua capacidade de interagir ativamente com tecidos dentais mineralizados ou não, induzindo a deposição de cálcio e fosfato na presença de fluídos corporais ou de saliva. Ainda que os sistemas adesivos autocondicionantes tenham evoluído significativamente, os sistemas de condicionamento total da dentina ainda apresentam os melhores resultados in vitro e in vivo. Contudo, a presença de colágeno não protegido é tido como uma das grandes desvantagens desses sistemas. Recentemente, uma vitrocerâmica bioativa foi desenvolvida (Biosilicato), com comprovadas propriedades antimicrobianas, capacidade de induzir a remineralização e potencial para ocluir túbulos dentinários. O objetivo deste estudo será avaliar a influência da adição de partículas de Biosilicato, em diferentes concentrações, na composição de sistemas adesivos experimentais e comparar seu desempenho aos adesivos comerciais, de mesma categoria. A hipótese a ser testada a resistência de união e as características da camada híbrida serão melhoradas quando adicionado o Biosilicato, independente da concentração. Serão incorporadas porcentagens (em peso) de 0% (controle), 2%, 5% e 10% de micropartículas de Biosilicato® (1 ¼m) a 2 tipos de sistemas adesivos experimentais: Experimental 1 (convencional/2 passos), Experimental 2 (autocondicionante, 2 passos). Inicialmente serão avaliados grau de conversão e molhabilidade. A partir da análise dos resultados obtidos, serão selecionadas duas concentrações de Biosilicato que proporcionaram melhores resultados das propriedades estudadas. Em seguida, será avaliada a Resistência de União (RU) de compósitos em dentina de 40 molares humanos extraídos hígidos, que serão seccionados em quartos (Mésio-Vestibular, Mésio-Lingual, Disto-Vestibular, Disto-Lingual). Após a exposição da dentina com lixas de carbeto de silício, os quartos dentários receberão os protocolos adesivos com as diferentes concentrações de Biosilicato, além de 0% (controle), totalizando 10 quartos por grupo e serão restaurados com 5 mm de compósito, segundo a técnica incremental. Em seguida, o conjunto será seccionado verticalmente em série em formato de palito (1mm2) que serão submetidos ao ensaio de microtração em Máquina Universal de Ensaios (EMIC) a velocidade de 0,5 mm/min. Após as fraturas, estas serão analisadas qualitativamente em microscópio digital (Keyence) e microscopia eletrônica de varredura (MEV, JSM-5600LV, JEOL) e classificadas em adesiva, coesiva e mista. A análise da interface adesiva será avaliada em 8 dentes humanos hígidos que serão tratados e restaurados da mesma forma que para verificação de RU. Cada quarto será seccionado em 3 fatias no sentido mésio-distal, após o qual serão processados e analisados em MEV. Serão analisadas características morfológicas e químicas (MEV, EDX, MET e Raman). Os dados quantitativos obtidos serão analisados estatisticamente segundo a análise de normalidade dos dados. (AU)