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Estabilidade do leite durante o processamento térmico de pasteurização e UAT (Ultra Alta Temperatura)

Processo: 15/03942-2
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2015
Vigência (Término): 27 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Zootecnia - Produção Animal
Pesquisador responsável:Marcos Veiga dos Santos
Beneficiário:Cristian Marlon de Magalhães Rodrigues Martins
Instituição-sede: Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Bolsa(s) vinculada(s):16/21253-2 - Estabelecimento das exigências nutricionais de histidina para vacas Holandesas em lactação, BE.EP.DR
Assunto(s):Estabilidade térmica

Resumo

O presente projeto visa dar continuidade à linha de pesquisa financiada pela FAPESP (2012/23212-0 e 2012/22165-9), que foi tema da dissertação de mestrado do presente candidato a bolsa de doutorado, cujos resultados já foram publicados em artigo recentemente aceito (MARTINS et al., 2015a) e em um manuscrito submetido (MARTINS et al., 2015b). Estudos prévios indicaram que a acidificação sanguínea e a deficiência de pastagens ou restrição severa no fornecimento de alimentos podem reduzir a estabilidade do leite. Porém, ainda não está claro como fatores nutricionais e de suas interações podem alterar a concentração de íons no leite e a concentração e a estabilidade das proteínas lácteas, visto que a concentração de cálcio iônico e alterações nas subunidades de caseínas foram as principais modificações lácteas associadas com a incidência de leite instável não ácido. Adicionalmente, o teste de estabilidade ao álcool apresenta baixa confiabilidade para estimar a estabilidade térmica, o que agrava o problema de ocorrência de leite instável sem acidez adquirida. Desta forma, as hipóteses a serem testadas no presente projeto são: 1 - o uso de tamponante/alcalinizante na dieta pode reduz a acidificação ruminal, especialmente em dietas com elevado teor de carboidratos não fibrosos, e a concentração de cálcio iônico do leite, o que pode contribuir para manter o leite estável à reação com o etanol e ao aquecimento térmico; 2 - a adequada disponibilidade de proteína e energia no rúmen maximiza a síntese de proteína microbiana, proporciona adequado aporte de aminoácidos para a glândula mamária e evita alterações na concentração e na estabilidade de proteínas do leite; 3 - o teste do álcool apresenta capacidade limitada para estimar a estabilidade térmica do leite; porém, neste estudo valores de etanol na solução álcool poderão ser indicados com maior acurácia e precisão para descartar ou destinar o leite para o processamento industrial mais adequado, e, ainda, métodos alternativos ao teste do álcool podem estimar a estabilidade térmica do leite no setor industrial. Para testar as hipóteses o projeto será divido em 3 experimentos, onde cada um deles terá o seguinte objetivo específico: 1 - avaliar a acurácia, precisão e robustez dos métodos de estimativa da estabilidade do leite, tendo como resultado padrão a estabilidade do leite avaliada no processamento térmico de pasteurização e UAT (Ultra Alta Temperatura); 2 - avaliar o efeito de fonte de carboidrato não fibroso, da inclusão de tamponante/alcalinizante, e de suas interações, sobre o metabolismo digestivo e a composição e a estabilidade do leite de vacas leiteiras em lactação; 3 - avaliar o efeito da relação PDR/PNDR e da fonte de carboidrato não fibroso (alta ou moderada degradabilidade ruminal) sobre o metabolismo digestivo e a composição e a estabilidade do leite de vacas leiteiras em lactação.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
MARTINS, C. M. M. R.; FONSECA, D. C. M.; ALVES, B. G.; ARCARI, M. A.; FERREIRA, G. C.; WELTER, K. C.; OLIVEIRA, C. A. F.; RENNO, F. P.; SANTOS, M. V. Effect of dietary crude protein degradability and corn processing on lactation performance and milk protein composition and stability. JOURNAL OF DAIRY SCIENCE, v. 102, n. 5, p. 4165-4178, MAY 2019. Citações Web of Science: 0.

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