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São Carlos e São João, reais theatros públicos. Arquitetura teatral e cultura artística em Portugal nos reinados de Maria I e João VI (1777-1826)

Processo: 15/17378-1
Linha de fomento:Bolsas no Exterior - Pesquisa
Vigência (Início): 10 de novembro de 2015
Vigência (Término): 09 de maio de 2016
Área do conhecimento:Ciências Sociais Aplicadas - Arquitetura e Urbanismo - Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo
Pesquisador responsável:Paulo Roberto Masseran
Beneficiário:Paulo Roberto Masseran
Anfitrião: Mario Vieira de Carvalho
Instituição-sede: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Bauru. Bauru , SP, Brasil
Local de pesquisa : Universidade Nova de Lisboa, Portugal  
Assunto(s):História cultural   História da arquitetura

Resumo

A finalidade desta proposição investigativa é a constituição de conhecimento sistêmico sobre a arquitetura dos teatros públicos e privados construídos em Portugal, entre os reinados de Maria I e João VI, de 1777 a 1826. Os grandes teatros edificados em Portugal como o Real Theatro de São Carlos (1793), em Lisboa, e o Real Theatro de São João (1798), no Porto, considerados integralmente são a gênese dos primeiros grandes teatros brasileiros do século XIX. A história de construção destes teatros é intrínseca ao movimento cultural que se processava na Corte dos Bragança, amantes da música e do fausto comemorativo, responsáveis pela difusão da ópera pelos territórios portugueses e pelo incentivo à edificação de teatros que, durante a segunda metade do século XVIII se espalharam pelo interior do Brasil. Entretanto, persiste uma nuvem sobre o entendimento da arquitetura teatral e suas representações, agregadas ao contexto cultural, social e político da época, e seus conteúdos formais, tipológicos e compositivos enquanto caracterização de um artefato urbano de ingente valor na constituição social da monarquia liberal prestes a rebentar que o trabalho pretende aprofundar. A pesquisa prioriza, assim, as fontes primárias: iconografia, cartografia, hemerografia, epistolografia e a bibliografia hodierna. As bases de mapeamento geral e o direcionamento analítico serão firmados na historiografia correlata e os procedimentos metodológicos organizar-se-ão em levantamento das fontes, sistematização e análise comparativa e associativa em dois níveis: quanto ao campo interno da teoria da arquitetura teatral e quanto ao contexto geral da cultura artística e das sociedades, portuguesa e europeia, coevas, junto aos centros científicos de excelência.