Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo da dinâmica de transmissão de malária autóctone de Mata Atlântica: análise da distribuição vertical de Anopheles cruzii (Diptera: Culicidae) e desenvolvimento de modelo matemático para a transmissão zoonótica

Processo: 15/18630-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2015
Vigência (Término): 30 de setembro de 2018
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Epidemiologia
Pesquisador responsável:Mauro Toledo Marrelli
Beneficiário:Antônio Ralph Medeiros de Sousa
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo, SP, Brasil
Assunto(s):Mata Atlântica   Malária   Primatas

Resumo

A Malária autóctone de Mata Atlântica é caracterizada por baixa incidência de casos com pouca ou nenhuma manifestação clínica e baixa parasitemia. Ela pode ser causada principalmente por Pasmodium vivax e em menor extensão por P. malariae e P. falciparum (ou plasmódios muito semelhantes a estes) e seu principal vetor é o mosquito Anopheles (Kerteszia) cruzii, cujas formas imaturas se desenvolvem em bromélias. Evidências sugerem que a malária possa ser transmitida de forma zoonótica nestas áreas, uma vez que primatas das famílias Atelidae e Cebidae são encontrados portando plasmódios muito próximos geneticamente aos que infectam humanos e A. cruzii pode se alimentar tanto na altura das copas quanto do solo. A Área de Proteção Ambiental Capivari-Monos e o Parque Estadual da Cantareira, situados na cidade de São Paulo e divisa com municípios vizinhos, apresentam um histórico de malária autóctone. Na primeira têm sido registrados casos humanos e na segunda se sabe que ocorre a forma símia da doença. Com base nestas duas áreas, este projeto pretende investigar se existem variações espaciais ou temporais na abundância e frequência vertical de A. cruzii e desenvolver um modelo matemático visando predizer a dinâmica de transmissão da malária macaco-vetor-homem na Mata Atlântica. Em cada uma das áreas de estudo será mensurada mensalmente, por dois anos, a abundância e frequência de A. cruzii no nível do solo e da copa em núcleo urbano, rural e silvestre. Modelos estatísticos serão aplicados para avaliar e predizer diferenças espaciais e temporais na frequência vertical de A. cruzii. Dados de campo e da literatura serão utilizados para desenvolver um modelo matemático, baseado em modelos preexistentes, que inclua a participação de primatas não-humanos no ciclo de transmissão da malária. O comportamento esperado de transmissão zoonótica será analisado sob diferentes cenários simulados. Com isto, pretende-se esclarecer qual influência do comportamento de A. cruzii sobre transmissão vertical da malária e se esta pode se sustentar como uma zoonose nas áreas de estudo.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Mosquitos vetores de doenças ganham com redução de áreas verdes em São Paulo 
Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.