Busca avançada
Ano de início
Entree

Estudo eletrofisiológico de modelo animal para Retinopatia da Prematuridade

Processo: 15/12457-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2015
Vigência (Término): 31 de julho de 2017
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Fisiológica
Pesquisador responsável:Christina Joselevitch
Beneficiário:Ricardo Tiosso Panassiol
Instituição-sede: Instituto de Psicologia (IP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:10/16469-0 - Visão e comunicação celular na retina: o papel das células bipolares de entrada mista, AP.JP
Assunto(s):Eletrofisiologia   Retina   Visão   Retinopatia da prematuridade   Fatores de crescimento do endotélio vascular   Oxigenação   Modelos animais de doenças

Resumo

A retinopatia da prematuridade é uma doença ocular do desenvolvimento associada a um crescimento vascular retiniano anormal. Ocorre em recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação e submetidos a longos períodos em incubadoras, tipicamente ricas em oxigênio. A doença possui duas fases: (1) obliteração dos vasos retinianos incipientes, em função da hiperóxia induzida pelo ambiente da incubadora; (2) neovascularização patológica após o período em incubadora, devido ao aumento de fatores de crescimento desencadeados pela pouca disponibilidade de oxigênio no ambiente. O objetivo deste trabalho é avaliar a função visual em um modelo animal de retinopatia da prematuridade tratado intravitreamente com um inibidor de angiogênese, comparando-o a animais sadios. Eletrorretinogramas (ERGs) serão realizados em camundongos (Mus musculus) controle e camundongos submetidos a grande quantidade de oxigênio em câmara hiperbárica, para entender as perdas visuais decorrentes da neovascularização induzida pelo período de hiperoxigenação. Serão utilizados 40 animais, divididos em quatro grupos experimentais com 10 sujeitos cada: (a) grupo sham 1: o olho esquerdo de cada animal será injetado intraocularmente com o veículo (tampão fosfato-salina, PBS) e o olho direito não será injetado; (b) grupo sham 2: o olho esquerdo de cada animal será injetado com um inibidor de angiogênese (peptídeo inibidor do receptor-3 de VEGF) e o olho direito será injetado com peptídeo controle sem ação fisiológica; (c) grupo hiperoxigenado 1: os animais serão submetidos à hiperoxigenação em câmara hiperbárica; (d) grupo hiperoxigenado 2: os animais serão submetidos à hiperoxigenação em câmara hiperbárica e injetados intraocularmente no olho esquerdo com o peptídeo ativo e no olho direito com peptídeo controle sem ação fisiológica. As injeções intraoculares serão realizadas na região córneo-limbo-escleral em P15. ERGs escotópicos e fotópicos para estimulação em 480 nm serão realizados em sessões de 30 a 40 minutos de duração em P17, P21, P30 e em adultos. Amplitudes e latências das ondas a e b serão medidas, e relações intensidade-resposta ajustadas com equações de Hill para fins de comparação. Os parâmetros de Hill obtidos serão comparados através de ANOVA e testes T de Student com as devidas correções de Bonferroni.

Publicações acadêmicas
(Referências obtidas automaticamente das Instituições de Ensino e Pesquisa do Estado de São Paulo)
PANASSIOL, Ricardo Tiosso. Estudo eletrofisiológico de modelo animal para retinopatia da prematuridade. 2017. Dissertação de Mestrado - Universidade de São Paulo (USP). Instituto de Psicologia São Paulo.

Por favor, reporte erros na lista de publicações científicas escrevendo para: cdi@fapesp.br.