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Fogo e asfalto: protestos, insurgências e gestão do conflito em Santiago do Chile

Processo: 15/19686-5
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2015
Vigência (Término): 31 de agosto de 2019
Área do conhecimento:Ciências Humanas - Sociologia - Sociologia Urbana
Pesquisador responsável:Vera da Silva Telles
Beneficiário:Andrea Soledad Roca Vera
Instituição-sede: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/26116-5 - A gestão do conflito na produção da cidade contemporânea: a experiência paulista, AP.TEM
Bolsa(s) vinculada(s):18/04357-4 - Protestos, violência e o policiamento do dissenso em Santiago: uma etnografia política, BE.EP.DR
Assunto(s):Etnografia   Memórias

Resumo

Este projeto pretende explorar dois fenômenos que ganharam grande visibilidade no mais recente ciclo de protestos globais, iniciado em 2011. De um lado, a incorporação de uma violência performática, não letal e de pequena escala nos repertórios de contestação de grupos minoritários - conforme observado em cidades díspares, como Atenas, Cairo, São Paulo e Santiago. De outro lado, o retorno do confronto direto nas táticas de policiamento das manifestações públicas, sustentada por uma lógica militarizada de gestão do conflito urbano. Ambas as questões, já identificadas no contexto dos movimentos alter-globalização, exigem (re)pensar, primeiro, o lugar das violências "de baixo" na política contemporânea e, em seguida, a aparente normalização do conflito entre polícia e protesto, sobretudo nos últimos anos nas democracias ocidentais. O objetivo é, desde uma perspectiva qualitativa e com base em evidências empíricas, analisar os entrecruzamentos e superposições dessas duas linhas de força, a partir das mobilizações convocadas pelo movimento estudantil na cidade de Santiago do Chile - iniciadas em 2011 e que inauguraram o maior ciclo de contestação pública nesse país desde o retorno da democracia, em 1990. Para tanto, considero fundamental situar esses repertórios de contestação violenta tanto em um eixo sincrônico, pensando em potenciais influências e convergências em escala global, como em um eixo diacrônico, ponderando o peso das resistências populares contra o regime de Pinochet nos anos 1980 - práticas re-atualizadas nas décadas posteriores, mormente em datas de comemoração da repressão ditatorial. Assim, em termos mais gerais, a principal questão que move esta pesquisa é: qual o estatuto dessas rebeldias "mal comportadas" na cartografia política da cidade contemporânea?